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Repórter do 'Estadão' deve deixar a Líbia até amanhã

Da Redação ·
O repórter Andrei Netto, enviado especial do jornal O Estado de S. Paulo à Líbia, deve deixar o país entre hoje e amanhã e voltar a Paris, onde mora. Netto foi preso no dia 2 de março por quatro homens na fronteira com a Tunísia, quando tentava regularizar os documentos de entrada na Líbia. Ele foi libertado hoje e está na casa do embaixador brasileiro em Trípoli, George Ney Fernandes. No último dia 2, ao ser abordado, segundo informações do Grupo Estado, o repórter recebeu uma coronhada e teve o rosto coberto por um capuz. Ainda que não tenha certeza para onde foi levado, Netto teria ficado recluso em uma cela, provavelmente em uma base militar. Segundo o Grupo Estado, um correspondente do jornal britânico "The Guardian" também ficou preso na mesma cela de Netto por alguns dias, mas o repórter brasileiro não sabe onde o inglês está neste momento. De acordo com o jornal, Netto pediu acesso ao embaixador brasileiro na Líbia durante todo o tempo em que permaneceu preso, mas não foi atendido pelos líbios. O diretor de Conteúdo do Grupo Estado, Ricardo Gandour, disse hoje em entrevista coletiva que o fluxo de informações sobre o paradeiro do repórter brasileiro nas últimas 48 horas, aliado à atuação diplomática entre Líbia e Brasil, foi fundamental para que o enviado especial fosse localizado e solto. Somente ontem as autoridades da Líbia confirmaram que o repórter estava preso. Netto estava no país desde 19 de fevereiro e perdeu o contato direto com o Grupo Estado no último dia 2. No dia 7, o Grupo Estado soube, por informações indiretas, que Netto poderia estar preso. As embaixadas do Brasil e da Líbia foram informadas neste dia, assim como o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR), a ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e veículos de imprensa. O repórter Lourival Sant'Anna, também enviado especial do jornal, vai permanecer na Líbia para continuar a cobertura.
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