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Grupo rebelde checheno reivindica atentado na Rússia

Da Redação ·
O chefe do grupo rebelde islâmico Emirado do Cáucaso, o checheno Doku Umarov, reivindicou na noite de ontem (horário local), o atentado suicida que deixou 36 mortos no aeroporto Domodedovo, em Moscou, no último dia 24. A informação foi divulgada por meio de um vídeo na internet. "Esta operação especial foi efetuada por ordem minha", declarou Umarov na gravação, alertando que poderão ocorrer outros atentados ao longo deste ano. No sábado, em outro vídeo divulgado na internet, ele havia ameaçado transformar 2011 em um ano "de sangue e lágrimas" para a Rússia. Umarov afirmou que estava agindo em nome de Alá e que o objetivo do ataque era estabelecer um Estado islâmico independente no norte do Cáucaso. Também disse que estava vingando os "crimes" russos na região e notou que a explosão no aeroporto ocorreu propositalmente na ala de desembarques internacionais, com o objetivo de matar estrangeiros. Ativistas criticam as táticas usadas contra militantes no norte do Cáucaso - conhecidas pelas autoridades como operações especiais - por serem muito brutais e atacarem tanto suspeitos como civis. Umarov disse que os russos devem pressionar seus líderes para desistirem de controlar o norte do Cáucaso. Segundo ele, os ataques pararão apenas após a retirada russa da região. O Kremlin descarta desistir do Cáucaso e diz que negociar com "terroristas" não é uma opção. Funcionários do setor de segurança russo disseram que o ataque no aeroporto de Moscou foi realizado por um homem de 20 anos, oriundo de uma das repúblicas do norte do Cáucaso, que estaria sob o efeito de drogas. O jovem, identificado como Magomed Yevloyev, era um professor e taxista e vinha da Ingushetia, vizinha da Chechênia. Os ataques contra funcionários e policiais são frequentes no norte do Cáucaso. Após uma pausa de vários anos, os atentados suicidas voltaram a ocorrer em Moscou em março do ano passado, quando duas mulheres se explodiram no metrô da capital, matando 40 pessoas. O governo russo travou duas guerras contra rebeldes separatistas nos anos 1990, mas a insurgência agora tornou-se mais islamita e se disseminou para as repúblicas vizinhas da Ingushetia e do Daguestão. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.
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