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Bandeira do Brasil é hasteada em área ocupada

Da Redação ·

As bandeiras do Brasil e do Batalhão de Choque da Polícia Militar do Rio de Janeiro foram hasteadas nesta manhã de domingo, 6, na praça da comunidade dos Prazeres, no Complexo do São Carlos, no Rio, após ocupação da polícia. Segundo a PM, o hasteamento das bandeiras é o símbolo da chegada das Forças de pacificação à comunidade.


A operação policial começou às 4 horas da manhã, dando início ao processo de instalação de Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) no Complexo do São Carlos, na capital fluminense. Segundo a PM, a ação demorou cerca de meia hora e não houve a necessidade de disparar tiros. Ninguém foi preso.


Ao todo, 846 homens participaram da ocupação, 380 homens da Polícia Militar, 189 da Polícia Civil, 103 da Polícia Federal e 24 da Polícia Rodoviária Federal. Para a proteção dos policiais, a Marinha do Brasil colocou à disposição 150 fuzileiros navais e 17 blindados entre eles os chamados M113 e quatro anfíbios do modelo Clanf.


A operação de hoje vai ocupar nove comunidades: São Carlos, Zinco, Querosene, Mineira, Coroa, Fallet, Fogueteiro, Escondidinho e Prazeres, atendendo diretamente 26 mil moradores. Cerca de 520 mil moradores serão beneficiados com a ocupação, segundo a PM.


O Complexo do São Carlos vai receber três UPPs ao longo do primeiro semestre de 2011. São Carlos, Fallet/Fogueteiro e Prazeres/Escondidinho serão, respectivamente, a 15ª, a 16ª e a 17ª UPP do projeto de pacificação. As futuras UPPs do Complexo do São Carlos receberão 600 praças, 30 graduados (cabos e sargentos) e seis oficiais.


Marinha


A Marinha do Brasil, autorizada pelo Ministério da Defesa, atendendo solicitação do Governo do Rio de Janeiro, prestou apoio logístico de transporte aos Batalhões de Operações Especiais (BOPE) e de Choque (BPChq) da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ) na ocupação das comunidades do complexo de São Carlos, Mineira e adjacências.


Para as ações iniciais foram disponibilizadas seis viaturas blindadas sobre Lagartas M-113 e quatro carros lagarta anfíbios do Corpo de Fuzileiros Navais. Além desses blindados, o Comandante do Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais, que manobra com os meios navais na área, ainda dispõe de viaturas blindadas sobre rodas Piranha.

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