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Governo do Irã rebate críticas e defende execuções

Da Redação ·
O Irã rebateu hoje as críticas das nações ocidentais, ao dizer que uma série de execuções que aconteceram na república islâmica não são assunto do resto do mundo. O Irã defendeu a execução de uma mulher de dupla cidadania iraniana e holandesa, enforcada nesta semana. O Irã já enforcou 67 pessoas neste ano, de acordo com uma contagem da Agence France Presse (AFP) baseada em reportagens da mídia local. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Ramin Mehmanparast, disse que 80% das pessoas enforcadas eram traficantes de drogas. "Se o Irã não combater o tráfico de drogas, a Europa e o Ocidente serão atingidos", disse Mehmanparast em coletiva de imprensa semanal, quando foi questionado a reagir às críticas ocidentais contra o país por causa de um recente aumento no número de execuções. "Nosso povo está impressionado com o gesto humanitário que alguns países adotam. Por que eles reclamam tanto no momento em que uma pessoa é executada por traficar drogas, ou então por adultério, e ao mesmo tempo não defendem milhares de palestinos que são mortos?", disse o porta-voz. O porta-voz do Departamento de Estado do governo americano, Philip Crowley, disse ontem que os Estados Unidos estavam "profundamente preocupados que o Irã continue a negar direitos humanos aos seus cidadãos". Segundo Crowley, "estamos particularmente preocupados com a recente execução da cidadã holandesa-iraniana Zahra Bahrami, que não teve acesso a funcionários da embaixada holandesa". Dada a média atual de duas execuções por dia desde 1º de janeiro, o número de enforcamentos no Irã deverá exceder as 179 mortes pela forca que ocorreram em 2010. Em 2009, último ano em que estatísticas completas estão disponíveis, o Irã executou 388 pessoas, de acordo com grupos internacionais de direitos humanos, tornando-se o segundo país que mais aplicou a pena de morte, atrás apenas da China. As Informações são da Dow Jones.
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