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Premiê de Israel teme governo como o iraniano no Egito

Da Redação ·
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, advertiu hoje sobre os perigos do surgimento de um regime no estilo iraniano - liderado por extremistas islâmicos - a partir do caos que varre o Egito. "Em tempos de caos, um grupo islâmico organizado pode tomar o Estado. Isso aconteceu no Irã e também aconteceu em outros lugares", disse o líder dos israelenses, durante uma coletiva de imprensa conjunta com a chanceler alemã Angela Merkel, que visita o país. As declarações foram feitas no momento em que o regime egípcio combate uma onda de protestos sem precedentes contra o governo. Centenas de milhares de pessoas saem às ruas para protestar contra o presidente Hosni Mubarak. Embora não tenham sido elementos extremistas que provocaram a instabilidade na Tunísia ou no Egito, o temor é que eles possam explorar o vácuo político deixado pelo colapso do governo, acrescentou Netanyahu, dizendo que recebe atualizações sobre os acontecimentos "a cada meia hora". "Todos esperam que isso seja resolvido de forma pacífica, que a estabilidade retorne e a paz seja mantida", disse Netanyahu. A volátil situação no Egito, desencadeada logo após a revolta na Tunísia que derrubou o presidente Zine El Abdine Ben Ali, espalhou temores em Israel sobre a perda de seu aliado regional mais próximo, o presidente Hosni Mubarak. Ontem, Netanyahu destacou que os esforços de Israel estão concentrados na manutenção da "estabilidade e segurança" da região e disse que havia ordenado a seus ministros que não fizessem declarações sobre os acontecimentos no Egito. A paz entre os dois vizinhos foi estabelecida há mais de três décadas e o objetivo de Israel é "assegurar que essas relações continuem a existir", disse Netanyahu, enquanto afirmava que Israel vai agir "com responsabilidade, comedimento e máxima discrição". Hoje, Merkel havia falado sobre as preocupações sobre as implicações do levante no Egito, pressionando Netanyahu a tratar "com urgência" as paralisadas negociações de paz como os palestinos, numa tentativa de acalmar a situação, informou uma fonte próxima do governo alemão. Merkel disse a Netanyahu que o que está acontecendo no Egito "torna ainda mais necessário que Israel se torne mais construtivo nas discussões do processo de paz", disse a fonte. Durante as conversações, os dois lados concordaram que "medidas concretas (para avançar no processo de paz) devem ser tomadas nos próximos seis meses". As informações são da Dow Jones.
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