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Protestos no Egito colocam Obama contra a parede

Da Redação ·
 Obama chegou a ser cobrado pelo líder da oposição - dilema é apoiar movimento popular ou segurar regime que garante estabilidade regional
fonte: Jewel Samad/AFP
Obama chegou a ser cobrado pelo líder da oposição - dilema é apoiar movimento popular ou segurar regime que garante estabilidade regional

Os milhares de manifestantes que saíram às ruas do Egito nos últimos dias já causaram fortes abalos no regime de Hosni Mubarak. Mas a onda de protestos também é sentida nos Estados Unidos.

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Em Washington, o governo Barack Obama precisa decidir de que lado ficará: se apoiará o movimento popular, que pede o fim do autoritarismo, ou se continuará segurando no poder um velho aliado, que controla o Egito com mão de ferro há 30 anos, garantindo alguma estabilidade à vizinhança.

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Neste domingo (30), Obama sinalizou que o apoio a Mubarak nas últimas três décadas pode estar chegando ao fim. A Casa Branca soltou um comunicado pedindo uma “transição ordeira” no Egito, e apelando para que os direitos humanos sejam respeitados no país. Nos últimos dias, mais de cem pessoas morreram.

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Segundo nota da Casa Branca, os EUA vêm coordenando suas posições com os governos aliados da Turquia, da Arábia Saudita, de Israel e do Reino Unido.

Oposição egípcia cobra EUA

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Apesar do apelo dos EUA, que despejam cerca de R$ 2,5 bilhões (US$ 1,5 bilhão) de ajuda anualmente no país, o regime egípcio parece disposto a resistir às manifestações. Neste domingo, Mubarak ampliou o toque de recolher e mandou a polícia de volta às ruas.

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A população, no entanto, tem desafiado o governo e continua protestando. Neste domingo, o Prêmio Nobel da Paz Mohammed ElBaradei se uniu à multidão no centro do Cairo e pediu a saída de Mubarak.

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Mais cedo, ElBaradei cobrou uma posição mais firme de Obama.

- É melhor o presidente [Barack] Obama não mostrar que ele será o último a dizer ao presidente Mubarak: “Chegou a hora de sair”.

Até então, tanto Obama quanto a secretária de Estado, Hillary Clinton, haviam feito declarações ambíguas, dizendo respeitar a vontade popular e dando apoio velado a Mubarak ao mesmo tempo.