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Rio comemora, pela primeira vez, o Dia Nacional da Bossa Nova

Da Redação ·

Criado em 2009 pelo Congresso Nacional e sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Dia Nacional da Bossa Nova será comemorado hoje (25) com uma mesa redonda, às 18 horas, na Fundação Casa de Rui Barbosa, em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro. Com o tema A Interação Harmônica, Melódica e Rítmica com o Samba, o encontro discutirá a fonte maior de inspiração da bossa nova, o samba. Com mediação da cantora e compositora Joyce, o debate terá a participação do violonista e compositor Roberto Menescal, um dos principais nomes da bossa nova, o gaitista e compositor Rildo Hora, o escritor e jornalista Ruy Castro, autor de vários livros sobre o movimento, e o crítico musical Tárik de Souza.
 

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“É a primeira vez que estamos comemorando a data”, diz a produtora cultural Solange Kafuri, responsável pelo evento e pela iniciativa de instituir o Dia da Bossa Nova, por meio de uma proposta encaminhada há três anos ao deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ). O dia 25 de janeiro foi a data escolhida por ser o aniversário do compositor e maestro Antonio Carlos Jobim, um dos grandes expoentes da música popular brasileira.
 

“A bossa nova surgiu do samba tradicional, com sofisticações harmônicas e melódicas”, lembra Solange Kafuri, ao justificar a escolha da relação do gênero com o samba como tema do primeiro encontro para festejar a data. “Houve também, é claro, a influência do jazz, a partir do momento em que as harmonias, as melodias e a forma de tocar o violão se tornaram mais sofisticadas”, acrescenta.
 

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Segundo Solange Kafuri, a partir dessa primeira comemoração a intenção é de inserir cada vez mais a data no calendário cultural, a exemplo do que já acontece com os dias nacionais do Samba, em 2 de dezembro, e da Música Clássica, em 5 de março. “Pretendemos que a data seja comemorada não só no Rio, a cidade onde a bossa nova nasceu, como em todo o Brasil e no mundo inteiro”, afirma a produtora.
 

Salange Kafuri vê com boa expectativa a implantação do Parque Temático da Bossa Nova, que o governo fluminense está construindo no bairro do Leblon, na zona sul, e que terá, além de um museu, espaço permanente para shows. “Com o reconhecimento internacional da bossa nova, muitos turistas hoje chegam ao Rio querendo ouvir bossa nova e não encontram em lugar nenhum”, lamenta.