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Israel elabora plano de fronteiras de Estado palestino

Da Redação ·
 Soldado israelense lança gás lacrimogênio para conter manifestação em Halamish
fonte: Abbas Momani/21.01.2011/AFP
Soldado israelense lança gás lacrimogênio para conter manifestação em Halamish

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, formulou uma iniciativa para o estabelecimento de um Estado palestino com fronteiras provisórias, sem a necessidade de esvaziamento das colônias judaicas, informa neste domingo (23) o jornal israelense Haaretz.

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Com base em fontes do ministério citadas pela publicação, Lieberman pretende assim "paralisar a situação existente nos territórios [palestinos], realizando mudanças menores".

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A iniciativa pretende adiantar-se a um eventual reconhecimento internacional do Estado palestino pelas fronteiras de 1967 e reduzir a pressão sobre Israel, transferindo o controle das áreas palestinas que de fato já controlavam sem retirar as colônias judaicas do território ocupado.

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- Depois que o Estado palestino for estabelecido com fronteiras provisórias, será possível retomar as negociações diplomáticas e talvez alcançar acordos sobre a transferência adicional de território.

Lieberman já mostrou a iniciativa ao primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, embora ainda não tenha apresentado os mapas nos quais está projetado o Estado palestino com fronteiras provisórias.

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O traçado também inclui uma rede de estradas e caminhos que conectaria as áreas sob controle palestino. Conforme as fontes diplomáticas israelenses, o mapa "fornece uma contiguidade territorial que permitirá que um Estado palestino com fronteiras provisórias seja viável".

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Pelo projeto de Lieberman, que corresponde à segunda fase do Mapa de Caminho - o plano de paz da comunidade internacional aprovado por israelenses e palestinos em 2003 -, não inclui a retirada de colônias nem a transferência de território adicional à Autoridade Nacional Palestina (ANP).

O Estado provisório compreende principalmente as zonas A e B da Cisjordânia, as já definidas pelos Acordos de Oslo. As primeiras estão sob controle pleno da ANP, enquanto as segundas só da população civil, embora não da segurança.

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Estas áreas representam 42% do território ocupado da Cisjordânia, às quais a iniciativa de Lieberman poderia somar algo mais, até alcançar 45% e 50%.

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A formulação do relatório está prevista para ser finalizada nas próximas semanas, após as quais Lieberman estuda enviá-lo ao Departamento de Estado e ao Congresso dos Estados Unidos.

O presidente da ANP, Mahmoud Abbas, insistiu em repetidas ocasiões que não aceitará um Estado palestino com fronteiras provisórias.

Desde setembro, o processo de paz no Oriente Médio está estagnado, principalmente pela recusa israelense de frear a construção nos assentamentos judaicos. Diante da detenção brusca na negociação, os palestinos buscam, há meses, o reconhecimento internacional para um Estado com as fronteiras prévias à guerra de 1967.

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