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Hamas critica Autoridade Palestina após vazamentos

Da Redação ·
O grupo militante islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza, criticou hoje a Autoridade Nacional Palestina (ANP), que controla a Cisjordânia, após documentos vazados mostrarem que negociadores da ANP estavam dispostos a ceder grandes partes de Jerusalém Oriental para Israel. As conversas pela reconciliação, ocorridas em setembro e novembro do ano passado, terminaram sem avanços. O pacote de documentos publicado pelo canal de TV Al-Jazira, que detalha contatos entre israelenses e palestinos por mais de uma década, também mostra que o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, foi advertido antes da invasão israelense em Gaza em 2008. Um porta-voz do Hamas, Sami Abu Zuhri, disse que os documentos revelam "a face repulsiva da Autoridade, e o nível de sua cooperação com a ocupação". "Esses documentos secretos que foram apresentados pela Al-Jazira são sérios". Os documentos mostram, para o Hamas, "o nível de envolvimento da Autoridade Palestina em tentativas de liquidar com a causa palestina, particularmente na questão de Jerusalém e dos refugiados, e seu envolvimento contra a resistência na Cisjordânia e na Faixa de Gaza". A ANP é controlada pelo movimento secular Fatah, um rival do Hamas. O movimento islâmico controla Gaza desde 2007, quando expulsou as forças do Fatah, um ano após vencer as eleições legislativas. Desde então, os territórios palestinos estão na prática divididos em dois. As relações pioraram após documentos diplomáticos dos EUA, vazados pelo site WikiLeaks, mostrarem que o Fatah pediu que Israel atacasse o Hamas em 2007. Os telegramas diplomáticos também mostram que Israel ofereceu-se para coordenar sua ofensiva na Faixa de Gaza com o Fatah, mas o grupo rejeitou a oferta. As forças israelenses lançaram a operação militar em dezembro de 2009, com o objetivo declarado de interromper o disparo de foguetes na Faixa de Gaza. A operação durou 22 dias e terminou com um cessar-fogo em 18 de janeiro de 2010, matando 1.400 palestinos, mais da metade deles civis, e 13 israelenses, sendo três civis. As informações são da Dow Jones.
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