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Adolescente é assassinado após furtar em construção

Da Redação ·
 Ademir Macedo e Paulo Pereira são os acusados de cometer o crime
fonte: Luiz de Carvalho
Ademir Macedo e Paulo Pereira são os acusados de cometer o crime

Um adolescente, de 17 anos, foi assassinado, nesta segunda-feira (17), por dois pedreiros, após ser acusado de furtar objetos de uma construção civil em Marialva (20 km de Maringá). O investigador da delegacia da cidade, Donizete Miguel da Silva, qualificou o crime como "brutal". "Os agressores utilizaram uma faca grande, enferrujada e sem corte para matar o rapaz. A dor é tanta, que chega a ser uma tortura para a vítima", conta. Os criminosos foram encontrados e presos em flagrante.
 

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Isodoro Henrique Barbosa, mais conhecido como Milharal, foi golpeado várias vezes na barriga. "Os cortes foram feitos de tal forma que as vísceras do rapaz chegaram a sair do corpo", fala o investigador.
 

O corpo do jovem foi encontrado próximo a uma cachoeira em uma via da zona rural conhecida como "Estrada do S". Segundo o investigador, um dos agressores disse que a causa do crime foi um furto que o rapaz teria cometido em uma construção civil, onde eles trabalhavam.
 

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"Barbosa era acusado de vários furtos na cidade. Um dos agressores era vizinho dele e disse que teria sido furtado várias vezes pelo rapaz. Dessa construção o adolescente teria roubado uma carriola, um motor de betoneira e outros equipamentos de pequeno valor. Os objetos não foram encontrados. Acreditamos que a vítima os tenham trocado por drogas, uma vez que era usuário de crack", indica o investigador Silva.
 

O crime
 

Ademir Macedo de Souza, 32 anos, e Paulo Ricardo Pereira, 21 anos, são os pedreiros acusados de cometer o crime.
 

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Eles relataram aos policiais que chegaram na casa do adolescente por volta das 8h desta segunda-feira (17), no bairro 160 Casas, chamando-o para um suposto trabalho. Em seguida, levaram o rapaz para a Estrada do S, onde cometeram o crime. O corpo foi encontrado no mesmo local, por volta das 18h, após uma denúncia anônima à Polícia Militar.
 

Os policiais chegaram até os suspeitos através do relato de familiares da vítima. "A mãe viu os acusados chamando por Barbosa. Fomo até ele e após interrogatórios conseguimos a confissão", diz o investigador Silva.
 

Os policiais também encontraram a arma do crime, que foi reconhecida por parentes de um dos acusados como pertencente à residência dele.
 

Os acusados prestaram depoimento na manhã desta terça-feira (18) e foram presos em flagrante por homicídio.