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Tragédia no Rio de Janeiro abala o Brasil

Da Redação ·
 Itaipava após a chuva que devastou a Região Serrana do Rio de Janeiro
fonte: Aluizio Freire/G1
Itaipava após a chuva que devastou a Região Serrana do Rio de Janeiro

A cidade de Nova Friburgo, na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro, ainda sofre com as consequências das chuvas que caíram nas últimas horas e que já deixaram mais de 350 mortos.

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Nos primeiros momentos após o temporal que caiu sobre a cidade, os moradores sentiram o efeito inicial da tragédia: a falta de comunicação, tanto com relação aos serviços de telefonia e internet, quanto ao contato por terra com a região atingida.

Na cidade já são contados 168 mortos, inclusive três bombeiros que participavam de um resgate e que foram soterrados por uma torrente de lama e escombros que se abateu sobre o caminhão em que trabalhavam. O corpo de um deles foi resgatado na manhã de hoje.

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Segundo informações da Prefeitura de Nova Friburgo, já são mais de 900 pessoas desabrigadas e 1200 desalojadas. O estádio da cidade, Pedro de Lara, é o local que recebe os desabrigados, onde voluntários e funcionários municipais prestam assistência às vítimas.

Encostas de morros que circundam o centro desmoronaram, e o principal rio da cidade, o Bengala, transbordou, arrastando carros, caminhões e tudo o que encontrava pela frente.

O comércio continua fechado no centro da cidade, pois a lama impede a normalização das atividades. Enquanto isso, abastecer veículos é um desafio, pois apenas um posto de gasolina na entrada da cidade está operando regularmente.

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A telefonia vai sendo restabelecida aos poucos, mas a quantidade de áreas ainda sem sinal é grande.

O sobrevoo de helicópteros é intenso na cidade, para o resgate de feridos, desabrigados e restos mortais, ou levar equipes e autoridades.

As rodovias de acesso a Nova Friburgo continuam em estado precário. A principal via de ligação à cidade, a RJ-116, foi liberada na manhã desta quinta-feira, mas ainda continua com trechos em sistema de pare e siga.

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A zona rural da cidade ainda sofre com destruições de estradas e pontes. Ainda não se sabe quais as verdadeiras condições de regiões mais isoladas, e se ainda há vítimas para serem socorridas.

Moradores com acesso à internet têm utilizado redes sociais para atualizar informações e dar conselhos.

"Não tem gasolina. Só depois do Riviera, em Cachoeiras. Quem puder sair de #Friburgo, saia logo. A previsão é de mais chuva", alertou o internauta Bernardo Dugin, utilizando o Twitter.

Outros, como Fernanda Ferreira, tentam obter informações do tipo: "alguém tem notícias das casas que ficam entre #friburgo e Lumiar?", neste caso, para saber sobre a situação no distrito da cidade.

A esperança é de que a chuva ceda para que novos deslizamentos não ocorram e causem mais vítimas, mas a previsão da meteorologia é de tempo fechado e precipitações isoladas na Região Serrana, pelo menos até domingo.