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Pelo menos 14 pessoas desaparecem no RJ todos os dias

Da Redação ·
 Desaparecimento da psicóloga Karen Tanhauser na última sexta-feira (31) se junta a outros tantos casos que acontecem no Rio de Janeiro
fonte: Divulgação
Desaparecimento da psicóloga Karen Tanhauser na última sexta-feira (31) se junta a outros tantos casos que acontecem no Rio de Janeiro

O desaparecimento da psicóloga Karen Tanhauser, de 37 anos, na última sexta-feira (31), na zona sul do Rio de Janeiro, está longe de ser uma exceção. De janeiro a outubro de 2010, foram registrados 4.484 casos de pessoas desaparecidas em todo o Estado, uma média de 14 pessoas por dia, segundo o ISP (Instituto de Segurança Pública). Foram 60 casos a mais do que o registrado no mesmo período do ano de 2009.

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Quase metade dos 1.933 casos (43%) acontece na capital. Já a Baixada Fluminense fica em segundo lugar, com 1.157 casos (25%). Na zona sul, região onde a psicóloga sumiu, poucos casos são registrados. Em dez meses, foram 157 ocorrências.

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Já as zonas norte e oeste respondem por quase a totalidade dos casos: 815 e 847, respectivamente. A região com o menor índice é o Centro, com 118 casos no mesmo período.

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Em dezembro do ano passado, o ISP fez um estudo sobre os desaparecidos no Rio de Janeiro, com base em registros de ocorrência do ano de 2007, quando foram verificados 4.423 desaparecimentos.

Assim como Tanhauser, que foi encontrada viva nesta segunda-feira, foi constatado que 71,3% dos desaparecidos são achados com vida. Além disso, 14,7% não reapareceram; 6,8% foram mortos; 4,4% foram considerados sem informação; e 2,9% a família informou não ter havido desaparecimento (mesmo constando um registro de ocorrência).

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Dos 6,8% que reapareceram e estavam mortos (31 de uma amostra de 456 investigados), 18 foram referentes a homicídios dolosos, o que, para os pesquisadores, comprova que não há relação direta entre desaparecimento e homicídio.