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CE deverá ter a 1ª usina comercial solar

Da Redação ·
 Município de Tauá foi escolhido pelo rendimento do nível de insolação
fonte: Wikimédia
Município de Tauá foi escolhido pelo rendimento do nível de insolação

 A MPX, do empresário Eike Batista, deverá construir este ano em Tauá, no sertão dos Inhamuns, cidade cearense que fica próximo à linha do Equador, a primeira usina comercial solar do Brasil. O empreendimento, orçado em US$ 250 milhões, só depende agora da liberação da licença de instalação por parte da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Semace), o que deverá ocorrer no dia 26 deste mês. De acordo com assessoria de imprensa do governo do Ceará, um dos parceiros na construção da usina, o governador Cid Gomes e Eike Batista darão o ponta pé inicial das obras no final deste mês.

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A energia produzida em Tauá será vendida no mercado livre e ligada ao sistema elétrico. O projeto prevê no final a geração de 50 megawatts.

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Mas numa primeira fase - considerada piloto - vai operar com a geração de apenas 1 megawatt, envolvendo investimentos de R$ 12 milhões com o apoio financeiro do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

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Quando totalmente pronta, a usina vai ocupar 204 hectares, dos quais 150 hectares abrigarão os espelhos que absorverão a luz solar.

O município de Tauá foi escolhido devido ao rendimento do nível de insolação daquela área, considerado o mais alto do Ceará. Segundo Paulo Monteiro, diretor de Novos Negócios e Meio Ambiente da MPX, o Ceará é o único Estado brasileiro a possuir uma legislação exclusiva para a energia solar.

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A MPX anunciou a construção da usina ainda em 2008, mas resolveu começar a instalação do projeto somente agora porque esperava pela aprovação de instrumentos estaduais de incentivo à produção da nova fonte de energia.

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A ampliação da usina ainda depende da capacidade de financiamento do Fundo de Investimento em Energia Solar (Fies), aprovado ano passado.

O fundo, entre outras determinações, pagaria ao investidor a diferença entre tarifa de referência normal e a da solar, que ainda é mais cara.

"O preço da energia solar está em trajetória de queda e, no futuro, ela poderá ganhar competitividade em comparação com outras fontes, portanto, ganha a MPX, ganha o Ceará e ganham os usuários", defende o empreendimento Paulo Monteiro.