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MP bloqueia herança de acusada de matar pais em SP

Da Redação ·
Uma liminar do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) determinou o sequestro de bens e bloqueio dos direitos de herança da suspeita de matar os pais em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, no último dia 2 de outubro. Além disso, Roberta Nogueira Cobra Tafner e Willians de Sousa foram denunciados por duplo homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas). A denúncia foi oferecida ontem pelo MP à 1ª Vara Criminal de Barueri contra o casal, acusado da morte dos pais de Roberta, Tereza Maria do Carmo Nogueira Cobra e Wilson Roberto Tafner, no dia 2 de outubro, dentro da casa de veraneio do casal, no condomínio Portal das Acácias. A denúncia destaca uma circunstância agravante da pena para Roberta, por ter cometido o crime contra ascendente, e pede o aumento da pena contra ambos em razão de o crime ter sido praticado contra pessoas maiores de 60 anos. A promotora de Justiça Juliana Peres Almenara, que assina a denúncia, também obteve liminar em ação cautelar de sequestro de bens e de direitos hereditários, cumulada com pedido de bloqueio de pagamento dos prêmios de seguros de vida contratados pelas vítimas e o sequestro dos bens dos dois denunciados. De acordo com a denúncia, Tereza era uma advogada bem sucedida e possuía um escritório no qual Roberta chegou a trabalhar. Wilson era empresário e acumulava grande patrimônio. Ambas as vítimas possuíam diversas contas bancárias e seguros de vida. O crime A denúncia diz que Willians e Roberta tramaram a morte do casal. Aproveitando-se de que os sogros estavam na casa de uma vizinha no condomínio, ele entrou na residência das vítimas, abriu a janela do quarto de hóspedes e forjou uma pegada no colchão ali existente, simulando uma invasão por terceira pessoa. Depois, escondeu-se no imóvel e matou Wilson e Teresa a socos e facadas logo que os sogros chegaram na residência, pouco depois da meia noite. Após o crime, Willians voltou para casa, onde, com a ajuda da mulher, limpou as manchas de sangue deixadas em seu rastro. Para o Ministério Público (MP), o crime foi cometido por interesses patrimoniais, para adiantar o recebimento da parte da herança que cabia a Roberta, e também para que o casal recebesse os prêmios dos seguros de vida das vítimas, que tinham a filha como beneficiária.
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