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Premiê do Kosovo é acusado de tráfico de drogas e órgãos humanos

Da Redação ·
 Hashim Thaçi  é acusado de participar de organização criminosa
fonte: AP
Hashim Thaçi é acusado de participar de organização criminosa

Um relatório preliminar do Conselho da Europa, órgão que reúne 47 países do continente, acusa o primeiro-ministro do Kosovo, Hashim Thaçi, de liderar uma organização criminosa envolvida em abusos sérios incluindo tráfico de armas, de drogas e de órgãos humanos.
 

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O documento preparado pelo relator de direitos humanos do conselho, Dick Marty, afirma que o grupo criminoso ganhou força no fim dos anos 1990, quando Thaçi era o líder político do Exército para a Libertação do Kosovo (KLA), a guerrilha que lutou pela independência do país da Sérvia.
 

O relatório preliminar, ao qual a BBC teve acesso, cita Thaçi 27 vezes em suas 27 páginas.
 

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O documento deve ser oficialmente apresentado nesta quinta-feira ao comitê de direitos humanos do Conselho da Europa, em Estrasburgo, na França.
 

O governo do Kosovo negou as acusações e classificou as alegações do relatório como “ridículas e difamatórias”.
 

O governo kosovar também disse que tomará medidas políticas e legais contra o que chamou de “calúnias”.
 

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Reportagem da BBC
 

O relatório é o resultado de dois anos de investigações realizadas pelo suíço Dick Marty.
 

A versão do texto vista pela BBC confirma muitos dos detalhes de uma reportagem especial da BBC de abril de 2009.A reportagem do ano passado apresentou evidências de abusos cometidos pelo KLA, incluindo a transferência forçada de prisioneiros sérvios e albaneses do Kosovo para a Albânia.


Segundo o relatório de Marty, os crimes atribuídos ao grupo liderado por Thaçi dentro do KLA continuariam a ocorrer até o presente.
 

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Thaçi governa o Kosovo desde que o país declarou sua independência da Sérvia, em fevereiro de 2008.
 

Eleições parlamentares realizadas na semana passada deram ao Partido Democrático do Kosovo (PDK), liderado por Thaçi, a maioria das cadeiras no Parlamento, mas em número insuficiente para garantir maioria absoluta.
 

Ele ainda negocia a formação de um novo governo com outros partidos.