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Morre enviado especial dos EUA ao Afeganistão

Da Redação ·
 Richard Holbrooke em Washington, sem setembro deste ano
fonte: Departamento de Estados dos EUA / Brendan McDermid / Reuters
Richard Holbrooke em Washington, sem setembro deste ano

O diplomata americano Richard Holbrooke, enviado especial dos EUA ao Afeganistão e Paquistão, morreu nesta segunda-feira devido a complicações durante uma cirurgia no coração.
 

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Ele começou a se sentir mal na sexta-feira, enquanto se reunia com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton.
 

Holbrooke, que tinha 69 anos, ficou conhecido por confrontar líderes beligerantes e levá-los à mesa de negociação.
 

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Enquanto estava internado, recebeu ligações tanto do presidente afegão, Hamid Karzai, como do paquistanês, Asif Zardari.
 

‘Gigante’

Na sexta-feira, Holbrooke foi levado às pressas para um hospital, onde passou por uma cirurgia para reparar um problema na artéria aorta.
 

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Na manhã desta segunda-feira, seu estado de saúde piorou e ele foi submetido a uma nova operação, cujas complicações provocaram sua morte.
 

Obama homenageou o diplomata durante um evento na noite desta segunda-feira, o qualificando como “um dos gigantes da política externa americana”.
 

Ele foi nomeado enviado especial pouco depois que Obama assumiu o poder, em janeiro de 2009.
 

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Holbrooke ficou conhecido como o arquiteto do acordo de paz de Dayton, de 1995, que colocou fim à guerra da Bósnia. Após o pacto, ele chegou a ser nomeado ao Nobel da Paz.
 

Ele costumava dizer que não tinha problemas em “negociar com pessoas que faziam coisas imorais”.
 

“Se você pode evitar a morte de pessoas ainda vivas, você não está prestando um serviço para aqueles que já morreram tentando evitar essas mortes”, disse o diplomata em 1999.
 

“E por isso não me arrependo de negociar com Milosevic e até com pessoas piores do que ele – é preciso apenas não perder seu ponto de vista.”