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FAO alerta para choque na oferta de alimentos em 2011

Da Redação ·
Próximo ano será crucial para a estabilidade, ou não, dos mercados internacionais
fonte: escorpiaonobolso.wordpress.com/google
Próximo ano será crucial para a estabilidade, ou não, dos mercados internacionais

Os preços dos alimentos podem subir mais em 2011 se a produção de itens importantes, como o trigo, não se expandir, alerta a Organização para Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO). "Diante da expectativa de queda dos estoques globais, o volume de produção do próximo ano será crucial para a estabilidade, ou não, dos mercados internacionais", afirma a entidade no relatório "Food Report", divulgado hoje.

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A FAO antecipa que o mundo tem que estar preparado para choques de oferta no ano que vem. Apesar de as cotações de vários produtos agrícolas terem tido forte queda na última semana, ainda registram ganhos expressivos no ano, graças a uma combinação de perdas provocadas por eventos climáticos, políticas de gerenciamento de estoques e desvalorização do dólar.

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Recentemente, os preços do açúcar atingiram máxima de 30 anos e o do café, máxima de 13 anos. Milho, trigo e soja subiram, respectivamente, 49%, 39% e 35% no ano até a confecção do relatório da FAO. Após as quedas dos últimos dias, até ontem milho, trigo e soja acumulavam alta de 20%, 6% e 19%, respectivamente.

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"Os consumidores não terão outra opção senão pagar preços mais altos pelos alimentos", diz a FAO, observando que a migração de agricultores de um produto para outro, do milho para a soja, por exemplo, pode reduzir a oferta de determinados itens alimentícios. "A produção dos principais cereais tem que crescer substancialmente para atender o consumo e recompor os estoques mundiais", diz a entidade.

A FAO prevê que a produção mundial de cereais vai cair 2,1% na safra 2010/11, para 2,22 bilhões de toneladas. Em junho, a entidade esperava um aumento de 1,2%. O consumo deverá crescer 1,3%, para 2,25 bilhões de toneladas. A produção de trigo deverá ceder 5,1%, para 647,7 milhões de toneladas e o consumo, aumentar 1,2% para 668 milhões de toneladas. A produção de açúcar é prevista pela entidade em 168,8 milhões de toneladas, aumento de 7,75% para um consumo de 166,09 milhões de toneladas, aumento de 2,15%.

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Os custos de importação de alimentos deverão ultrapassar em 2010 US$ 1 trilhão pela primeira vez desde 2008, quando os preços também atingiram níveis recordes. "Se a pressão do aumento das cotações dos alimentos não for reduzida, a comunidade internacional terá que se manter vigilante e estar preparada para choques de oferta em 2011", disse a FAO. As informações são da Dow Jones.