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MEC admite erro e cria requerimento pela internet

Da Redação ·
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MEC admite erro e cria requerimento pela internet

O Ministério da Educação admitiu no final da tarde de hoje que soube apenas durante a aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) - ao abrir e distribuir as provas - que havia um erro na impressão do cartão-resposta entregue aos estudantes. Apesar de minimizar o problema, o governo não sabe quantos estudantes deixaram de ser avisados a tempo.

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O erro ocorreu no cabeçalho do cartão-resposta, onde os alunos anotaram o gabarito. No caderno de prova, os estudantes tinham de responder, em primeiro lugar, as questões de ciências humanas, cujas questões vinham numeradas de 1 a 45. Depois, vinham as perguntas de ciências da natureza, entre os números 46 e 90. Porém, a ordem estava invertida no cabeçalho do cartão-resposta, o que causou confusão entre os estudantes.

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O MEC criou um requerimento na internet para os estudantes pedirem a correção invertida. Mas o ministério também não sabia dizer a partir de quando essa possibilidade de correção estará disponível na internet. "No decorrer da semana", disse o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), José Joaquim Soares Neto.

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Soares Neto admitiu ainda que não pode garantir que todos os 3,5 milhões de estudantes que compareceram hoje ao exame receberam a informação de preencher as respostas de acordo com a orientação dada de última hora pelo MEC. "Se por acaso alguma sala ou estudante não recebeu (orientação), estamos abrindo o requerimento", afirmou.

Apesar do erro, o presidente do Inep tentou minimizar o episódio. "Nós tivemos 3,5 milhões de estudantes realizando o exame muito bem elaborado e não temos ocorrências de problemas em nenhum local. Tudo ocorreu de forma tranquila e a realização do exame foi um sucesso", disse. A abstenção foi de 27%.

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Soares Neto afirmou que não sabe o que ocorreu na impressão do cartão-resposta. "Ainda não tenho claro a origem do problema", disse. "Claro que existe revisões, houve uma falha", ressaltou. "É um processo bastante complexo. Nesse momento não tenho como afirmar onde foi que não ocorreu a não conferência, a falha desse problema", afirmou. Segundo ele, o Inep já entrou em contato com a gráfica que imprimiu as provas e o convênio Cespe/Cesgranrio que elaborou o exame deste ano.