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Tanzânia elege pela primeira vez um deputado albino

Da Redação ·
 Imagem de arquivo mostra crianças albinas refugiadas em escola para cegos na Tanzânia
fonte: Tony Karumba/28.01.2009/AFP
Imagem de arquivo mostra crianças albinas refugiadas em escola para cegos na Tanzânia

A Tanzânia elegeu pela primeira vez um albino como deputado federal. O resultado é simbólico em um país no qual dezenas de albinos foram vítimas de rituais nos últimos anos. O novo deputado, Salum Khalfani Bar'wani, disse que o ato é um passo para a igualdade.

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- Demonstramos às pessoas que somos normais como todo mundo. Fizeram uma escolha prudente com minha eleição.

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Bar'wani, de 51 anos, candidato da Frente Cívica Unida (CUF), derrotou nas eleições gerais de domingo o deputado do partido governista CCM Mohamed Abdulaziz, que controlava a circunscrição de Lindi Centro (sudeste do país) há 15 anos.

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Uma albina, Al-Shumaa Kway-Geer, ocupava desde 2008 uma cadeira no Parlamento do país, mas ela foi designada pelo presidente Jakaya Kikwete, sem ter sido eleita nas urnas.

Bar'wani disse que as campanhas difamatórias tiveram efeito contrário ao esperado.

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- Meus adversários afirmaram que falta vitamina C aos albinos e que por isto não são capazes de pensar, mas os ataques tiveram o efeito inverso ao esperado, porque os habitantes daqui ficaram revoltados ao ouvir estas afirmações.

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Os albinos sofrem uma doença genética caracterizada por uma ausência de pigmentação da pele, pelos e olhos.

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Vítimas de discriminações em muitas regiões da África, os albinos são objeto de uma verdadeira caça na Tanzânia.

Dezenas deles foram mortos e esquartejados no país desde o início de uma onda de crimes ligados a rituais de bruxaria em 2007. Partes dos corpos dos albinos são utilizadas para a fabricação da talismãs.

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