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Ataque a igreja de Bagdá deixa ao menos 37 mortos

Da Redação ·
 Iraquianos examinam exterior de igreja católica atacada por insurgentes em Bagdá neste domingo (31)
fonte: Sabah Arar/01.11.2010/AFP
Iraquianos examinam exterior de igreja católica atacada por insurgentes em Bagdá neste domingo (31)

Ao menos 40 pessoas morreram e outras 57 ficaram feridas durante a operação para libertar reféns mantidos por um grupo de homens armados em uma igreja católica no centro de Bagdá, capital do Iraque, informaram fontes policiais iraquianas.

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As fontes explicaram à agência de notícias Efe que as mortes aconteceram durante o confronto entre agentes da polícia antiterrorista e insurgentes, que invadiram a igreja de Sayida An Nayá (Senhora do Socorro, em árabe) na noite deste domingo (31).

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Entre os mortos estão os cinco homens armados que realizaram o ataque, sete policiais e outras 28 pessoas, entre elas reféns e civis. De acordo com as autoridades, o número de mortos pode aumentar, pois alguns feridos estão em estado grave.

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O ministro da Defesa do Iraque, Abdel Kader Mohammed Jassim, afirmou à imprensa que a libertação dos reféns, que durou duas horas, aconteceu "com sucesso".

Jassim disse que os homens pediam a libertação de supostos presos no Iraque e no Egito, e acrescentou que alguns dos agressores não eram iraquianos.

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Em um primeiro momento, a polícia informou que sete pessoas tinham morrido, mas a cifra foi corrigida posteriormente. Os insurgentes se refugiaram no templo após um ataque contra a sede da Bolsa de Valores Bagdá.

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O grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque, um conglomerado de grupos armados dirigido pela Al Qaeda, assumiu a autoria do ataque. Em comunicado divulgado neste domingo, a rede terrorista afirmou que tinha realizado a ação para exigir a libertação "das muçulmanas detidas nas prisões dos cristãos do Egito".

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As exigências parecem estar relacionadas à recente polêmica suscitada no Egito pela suposta conversão, mais tarde desmentida, de uma cristã ao islamismo.

A mulher, identificada como Camélia Shahata, se refugiou ou foi detida em um mosteiro, segundo diferentes versões, o que causou protestos da comunidade muçulmana no país, que exige que ela seja liberada pela igreja.

Segundo o comunicado do Estado Islâmico, o ataque deixou mais de trinta "infiéis" mortos, em referência às vítimas cristãs.