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Califórnia vota legalização da maconha hoje

Da Redação ·
 Mulher passa diante de clínica de tratamento à base de maconha; consumo médico já é permitido na Califórnia.
fonte: Richard Vogel/AP
Mulher passa diante de clínica de tratamento à base de maconha; consumo médico já é permitido na Califórnia.

Na terça-feira, dia 2 de novembro, os californianos vão às urnas escolher seus representantes na Câmara e no Senado dos Estados Unidos. A cédula de papel trará outras dez perguntas, de investimentos em saneamento a aumento da taxa de veículos. Mas nenhuma chama tanto atenção quanto à Proposição 19, sobre a legalização do uso e do comércio de maconha no Estado.

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Se o “Sim” sair vencedor (e até agora as pesquisas não mostram preferência para nenhum lado), a Califórnia se tornará o primeiro Estado onde os americanos poderão plantar, consumir, comprar e vender cigarros de maconha. O uso medicinal da erva já é permitido por lá desde 1997.

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Os defensores da proposta não veem diferença entre os malefícios dos efeitos da maconha em relação aos do álcool, que é legalizado no país, como diz seu site. Já os opositores dizem, na internet, que o projeto de lei não é claro e que os usuários da droga farão aumentar os acidentes nas estradas californianas.

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Legalização poderia diminuir violência no México, dizem defensores

Conhecido como um dos Estados americanos mais liberais, a Califórnia pode se tornar a Amsterdã das Américas. A cidade holandesa é repleta de cafés que vendem maconha, desde que o país liberou gradualmente o uso e comercialização da droga por meio de diversas leis, ao longo da última década.

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Se a aprovação ocorrer, os municípios da Califórnia cobrarão imposto sobre a comercialização. Para os opositores, isso não vai acabar com os traficantes, já que a venda será controlada e feita apenas a maiores de 21 anos.

Os defensores, por outro lado, argumentam que a nova lei fará diminuir a violência nas áreas mais pobres, amedrontadas pelo narcotráfico. Também teria impacto no vizinho México, que vive uma escalada na violência com a guerra entre cartéis de drogas. Os opositores falam que o impacto seria quase nulo.