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Chega a 57 o total de mortes por enchentes na Tailândia

Da Redação ·

As fortes chuvas que provocaram o transbordamento de vários rios na Tailândia já mataram 57 pessoas em quase duas semanas. As autoridades afirmam que essas são as piores enchentes em décadas no país. As inundações afetaram mais de três milhões de pessoas em 36 das 76 províncias da Tailândia, informaram agências de saúde e de gestão de desastres. O nível das águas, no entanto, já diminuiu em um terço das províncias.

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Mais de quatro milhões de sacos de areia foram usados nesta semana para erguer barreiras em Bangcoc ao longo do rio Chao Phraya, cujos níveis de água subiram nas províncias mais altas. As autoridades temem que essa água possa inundar a capital do país. Até agora, as enchentes em Bangcoc têm sido pequenas, mas os moradores das proximidades das margens do rio foram advertidos para ficar alertas até sexta-feira, quando os níveis das águas devem começar a voltar ao normal.

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O primeiro-ministro Abhisit Vejjajivad disse que ainda há riscos. "Temos de observar a situação de perto", afirmou ele hoje, lembrando que os níveis das águas devem subir novamente no mês que vem. "O período preocupante vai voltar no início do próximo mês. A atenção deve continuar."

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Na semana passada, Abhisit disse que as enchentes são as piores registradas no país nos últimos 40 ou 50 anos e que foram causadas por chuvas mais fortes do que o normal, que encheram barragens e reservatórios. Ele destacou também o desenvolvimento agressivo do mercado imobiliário e da expansão das empresas, que bloqueiam os canais naturais de drenagem.

O gabinete do governo destinou ontem 283 milhões de Bahts (US$ 9,42 milhões) para a compra de macas, banheiros móveis, sacos de areia, barracas e outros equipamentos para as vítimas das enchentes. Cerca de 600 mil proprietários de imóveis que sofrem com as inundações há mais de uma semana vão receber recursos iniciais de 5 mil Bahts (US$ 170). O Ministério de Saúde Pública enviou 55.100 banheiros móveis - que podem ser feitos de papelão, com cadeiras improvisadas, ou ser cabines flutuantes - para as áreas inundadas.