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CNBB discutirá ambiente e aborto até 2012

Da Redação ·

A nota com o título "CNBB lança Campanha da Fraternidade sobre ambiente" enviada ontem, dia 21, contém um erro. O presidente da entidade, dom Geraldo Lyrio Rocha, antecipou que a Campanha da Fraternidade terá como tema a saúde pública em 2012, e não 2112 como publicado. Segue um novo texto:

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Em meio à comemoração pela volta ao centro do debate político, a cúpula da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) informou ontem que as campanhas da fraternidade de 2011 e 2012 discutirão meio ambiente e saúde pública, respectivamente. Comunidades e paróquias vão discutir temas como aborto, eutanásia e aquecimento global, assuntos que viraram polêmica ou ganharam destaque no atual processo eleitoral.

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Os dirigentes da entidade observaram que as campanhas da fraternidade dos próximos anos foram definidas em junho de 2009, descartando qualquer vinculação com o momento eleitoral. D. Geraldo, no entanto, avaliou que a escolha foi oportuna. "A escolha do tema é feita com muita antecedência, mas tudo é muito providencial. A posição da Igreja na questão do aborto é inegociável". D. Geraldo destacou que a Igreja quer discutir na campanha da fraternidade não apenas o aborto e a eutanásia, "mas todo o desdobramento sagrado da vida".

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Na entrevista para promover a campanha do próximo ano, que terá como tema "Fraternidade e a vida no planeta" e o lema "A criação geme como em dores de parto", o presidente da CNBB e o secretário-geral da entidade, d. Dimas Barbosa, aproveitaram para rebater críticas de que a Igreja estaria se intrometendo em assuntos de Estado.

"Ela não pode ser acusada de se intrometer em temas que levam em conta a defesa da vida. O que a Igreja defende não é a imposição de seus dogmas em uma sociedade pluralista, mas a defesa da vida", disse d. Geraldo. "Estado laico não é Estado antirreligioso". D. Geraldo disse que impedir a Igreja de manifestar sua posição é silenciá-la. "Não vão calar a voz profética da Igreja", afirmou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.