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Protestos e ameaça de falta de combustível voltam a sacudir França

Da Redação ·

A França voltou nesta segunda-feira a experimentar transtornos por conta das paralisações, operações-tartaruga, ameaças de falta de combustível e a adesão cada vez maior de trabalhadores e estudantes à greve contra a reforma da Previdência.
 

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Motoristas e caminhoneiros organizaram operações-tartaruga em diversos pontos do país.
 

Somente na região parisiense, 192 km de engarrafamentos foram causados por manifestantes que dirigiam em baixa velocidade.
 

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No setor ferroviário, a maioria das linhas de trem no país opera com apenas 50% de sua capacidade. Não há garantias de circulação para nenhuma delas.



Em Paris, a rede de metrô funciona com certa normalidade, mas o tráfego de trens ligando as periferias à capital registra fortes perturbações.
 

O Eurostar, que faz o trajeto Paris-Londres, funciona normalmente. No entanto, os sindicatos informaram que a partir da terça-feira seguirão um movimento de greve iniciado na Bélgica, que já interrompeu a ligação pelo Eurotunel entre Bruxelas e a capital britânica nesta segunda-feira.
 

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Aviões no chão
 

Para esta terça-feira, estão previstas centenas de manifestações em todo o país. Milhões de pessoas devem ir às ruas.
 

O objetivo dos manifestantes é forçar o governo a recuar no projeto de reforma da Previdência, que tem, entre seus pontos mais polêmicos, o aumento da idade mínima de aposentadoria de 60, para 62 anos.
 

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Segundo uma pesquisa publicada pelo jornal Le Parisien, 52% dos franceses se dizem favoráveis a uma nova jornada de greve no país. O número chega a 72% quando perguntados se têm simpatia pelo movimento.
 

Mais de mil postos de gasolina estão fechados por falta de combustível. A situação pode se agravar devido ao bloqueio de 12 refinarias e três depósitos de petróleo em diversas regiões do país.
 

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Em entrevista na noite de domingo ao principal jornal da televisão francesa, o primeiro-ministro, François Fillon, garantiu que não faltará combustível no país.
 


Entretanto, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, se reuniu com seus principais ministros para tratar do problema energético.
 

O setor nuclear, principal matriz energética da França, também começa a aderir à greve.
 

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Trabalhadores da central de Flamanville (noroeste) aprovaram uma paralisação de 48 horas que deve afetar, no mínimo, 50% da produção local de energia.
 

No setor aéreo, alguns voos tiveram de ser cancelados ou decolaram com atraso. A causa foi a entrada em greve de parte dos trabalhadores responsáveis pelo abastecimento das aeronaves.
 

As previsões para amanhã mostram um cancelamento de entre 30% e 50% dos voos em todos os aeroportos do país.
 

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Distúrbios
 

O protesto contra o projeto de reforma da previdência também ganha força entre os jovens.
 

Mais de 260 estabelecimentos escolares continuam bloqueados em todo o território francês e as cenas de violência entre policiais e estudantes se multiplicam.
 

Esta manhã foram relatados diversos casos de vandalismo e barricadas em ruas de diversas cidades.
 

Em Evry, cerca de 30 quilômetros ao sul de Paris, um shopping teve de ser fechado depois que jovens invadiram o local e destruíram vitrines e parte do mobiliário.
 

As escolas também têm sido alvo de manifestantes radicais.