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Mineiros do Chile voltam à mina para cerimônia religiosa

Da Redação ·
 Dário Segovia, um dos 33 mineiros resgatados, chega à mina  em Copiapó para participar da missa, neste domingo (17)
fonte: Claudio Sanatana/AFP
Dário Segovia, um dos 33 mineiros resgatados, chega à mina em Copiapó para participar da missa, neste domingo (17)

Alguns dos 33 mineiros que foram resgatados na semana passada depois de ficarem 69 dias soterrados voltaram neste domingo (17) ao local da mina, em Copiapó (800 km ao norte de Santiago, capital do Chile), para uma cerimônia religiosa.

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Os mineiros, suas famílias e amigos irão participar da cerimônia no acampamento da mina de cobre de San José e da mina de ouro da qual foram resgatados em uma complexa operação transmitida ao vivo pela televisão no mundo todo.

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Dário Segovia e os outros homens ficaram mais de dois meses presos a 700 metros de profundidade antes de serem resgatados.

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Os trabalhadores resgatados que compareceram ao local logo foram circundados pela imprensa do mundo todo, apesar dos pedidos que já haviam feito pouco depois de terem sido retirados da mina para que os repórteres mantivessem certa distância.


Juan Illanes, um dos mineiros resgatados, pediu que os jornalistas respeitassem sua privacidade.

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Alguns dos mineiros que não ficaram presos sob a terra reclamaram que não puderam entrar na tenda onde seria realizado o serviço religioso e realizaram um pequeno protesto - alegando que não receberam seus salários. A mina está inoperante e até o fim deste mês a Justiça chilena deve declarar a falência da empresa.

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Juan Carlos Aguilar, um dos primeiros mineiros resgatados a chegar ao local da cerimônia, caminhou ao redor da entrada do túnel pelo qual foram retirados segurando a mão de sua filha. Ele não quis falar com a imprensa.

Familiares dos mineiros começaram hoje também a recolher suas tendas, nas quais passaram os mais de dois meses à espera do salvamento dos trabalhadores e se preparam para retomar suas vidas.

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Popularidade

Pesquisa publicada pelo jornal chileno La Tercera disse que 84% do país aprovou o modo com que o presidente do Chile, Sebastián Piñera, lidou com o resgate. Piñera, um empresário bilionário, assumiu a presidência em março deste ano.

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Ele foi ao local diversas vezes ao longo dos dias em que os mineiros ficaram presos e acompanhou toda a operação de resgate, que durou mais de 22 horas. A popularidade de Piñera era de cerca de 50% antes da retirada dos trabalhadores.

Nesta segunda-feira (18), Piñera cumprirá agenda oficial que inclui visitas ao premiê britânico, David Cameron, e à rainha Elizabeth 2ª, no Palácio de Buckingham. Aos dois, trouxe lembranças da mina San José. Na terça-feira (19) ele seguirá para Paris (França) e, depois, para Berlim (Alemanha).

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