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51,5% das adolescentes com filhos moram na casa dos pais

Da Redação ·

O número de adolescentes que tem filhos no Brasil continua caindo entre as mulheres com 15 a 19 anos, na comparação com 1992 e 2009. Apesar da fecundidade (estimativa do número médio de filhos que uma mulher teria até o fim de seu período reprodutivo, avaliado perto dos 50 anos) desse grupo etário nos anos 1990 ter crescido, desde 2000, esse processo foi revertido e se mantém em queda. Destas adolescentes, 51,5% ainda vivem com os pais ou outro parentes, enquanto o número de mães casadas passou de 55,8%, em 1992, para apenas 40,3%, em 2009.

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Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (13) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2009 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Pnad/IBGE).

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Vale ressaltar que aumentou o número de jovens que chefiava famílias, chegando a 6,2% em 2009, ou seja, 53,7 mil adolescentes eram mães e responsáveis por suas famílias.

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Segundo a técnica de planejamento e pesquisa do instituto, Ana Amélia Camarana, a redução na fecundidade foi observada de maneira generalizada em todas as regiões do país e em todos os grupos sociais.

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- A tendência na próxima década é de forte redução na fecundidade das adolescentes

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Em 1992, para cada 1.000 mulheres de 15 a 19 anos, registrou-se 91 filhos nascidos vivos. Em 2009, esta taxa se reduziu para 63 filhos nascidos vivos por mil mulheres. A redução nessa faixa etária foi observada em todas as regiões do país, sendo que os decréscimos mais intensos foram verificados no sul e no nordeste.

O ritmo de redução do número de filhos caiu da região norte à sul, embora com ritmo diferenciado. Entre os anos de 1992 e 2009, a diferença entre a fecundidade das mulheres nordestinas (taxa mais elevada naquele ano) e a das residentes na região sudeste caiu de 1,2 filho para 0,3 filho. Esses diferenciais também estão caindo na comparação entre as camadas de renda. Em 1992, as mulheres com renda mais baixa tinham 3,4 filhos a mais do que aquelas de renda mais alta. Em 2009, o diferencial havia caído para 2,4 filhos.