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Rede social promete ajudar estudante na preparação para o Enem

Da Redação ·
 Rede social "Eu No Enem", que tem 12 mil usuários, segundo seus criadores
fonte: Divulgação
Rede social "Eu No Enem", que tem 12 mil usuários, segundo seus criadores

Uma rede social nos moldes do Orkut, Twitter e Facebook promete ajudar os estudantes a se preparar para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Lançada há cerca de um mês, a rede “Eu No Enem” tem 12 mil usuários, segundo seus criadores.

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Ao se cadastrar, o estudante tem acesso a grupos de discussão sobre as disciplinas que caem na prova e a debates sobre atualidades. Pode também fazer perguntas a professores e mandar redações para serem corrigidas.

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“Percebemos um sentimento de cooperação. Os estudantes se ajudam”, disse o gerente de conteúdo da rede, Rodrigo Storino. A rede foi criada pela mesma equipe da Escola 24 Horas, site que vende conteúdo educacional.
 

Segundo Storino, a equipe monitora a rede para evitar a publicação de conteúdo inapropriado, bullying e divulgação indevida de propaganda. “Até agora tivemos poucos problemas. Os próprios alunos se moderam”, afirmou.
 

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Para a pedagoga Heloisa Machado, que é gerente de serviços da rede, os estudantes acessam o site para trocar informações sobre o exame. “Está produtivo. Entram com o intuito de estudar. Alunos do Brasil todo postam o que estão estudando”, afirmou.
 

A professora de espanhol Rita de Cacia Pachini de Souza insere perguntas e respostas na rede, disponibiliza links de jornais espanhóis e mantém um blog do idioma.
 

Este será o primeiro ano em que o Enem terá língua estrangeira. O estudante pode optar por inglês ou espanhol. “Dou dicas sobre os falsos cognatos e verbos”, disse Rita.

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A sugestão da professora é que os estudantes leiam textos de jornais em espanhol e que tentem compreender o que estão lendo para treinar para o Enem. “Cai muita interpretação de texto”, afirmou Rita.
 

Segundo a professora, a principal diferença entre trabalhar no ambiente da internet e dar aulas em escolas é que o retorno dos estudantes não é imediato. “Você fica na expectativa da resposta”, disse. Por outro lado, a professora comemora o fato de ensinar apenas a quem está interessado na disciplina. “Acessa quem gosta e quer aprender”.
 

O estudante Pedro Henrique, de 17 anos, que mora em Cotia, na Grande São Paulo, disse acessar a rede para buscar informações sobre atualidades e biologia. “Tenho mais dificuldade em biologia. Já tirei dúvidas com outros estudantes e professores”, disse. Pedro disse que conheceu o site por um primo que já usava.

 

Candidato a uma vaga no curso de engenharia elétrica da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e Universidade Federal do ABC (UFABC), o adolescente estuda pela manhã na escola e à tarde em casa. “Não quis fazer cursinho ainda. Se não entrar, faço no ano que vem”, afirmou.