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Justiça em Contagem ouve 2 testemunhas do caso Eliza

Da Redação ·

Duas testemunhas foram ouvidas pela juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues na audiência sobre o desaparecimento e morte de Eliza Samudio. Os depoimentos foram iniciados no fórum de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, nesta sexta-feira (8) e terminaram na madrugada deste sábado (9). O delegado Julio Wilke, que foi arrolado pelos advogados de defesa, depôs por mais de 13 horas.

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"Esse não é o Bola"

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O adolescente que estaria envolvido no desaparecimento de Eliza Samudio disse à juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues que queria pedir desculpas ao ex-policial Marcos Aparecido dos Santos – o Bola – por ter dito que o ex-policial era responsável pela morte de Eliza Samudio. O menor prestou depoimento nesta sexta-feira (8), no fórum em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

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Segundo o adolescente, o homem chamado por Bola no inquérito policial, e que hoje é um dos nove réus sobre desaparecimento e morte de Eliza Samudio, não é o Bola que ele conhecia. Anteriormente a esta declaração, na audiência, o menor disse que inventou a história de que o corpo da jovem teria sido devorado por cães da raça rotweiller. Ele disse que bolou a história porque seu pai cria cães e teria apontado o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos – o Bola – como um dos suspeitos do crime porque já o conhecia e sabia que ele também criava cachorros. Depois, o adolescente falou à juíza que o Bola a que ele se referia não era o ex-policial.

O advogado de Santos, Zanone de Oliveira Júnior, disse que vai entrar no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, com um pedido de revogação de prisão, diante da nova versão apresentada pelo adolescente.

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Durante o depoimento do menor, o ex-policial chorou muito e chegou a se retirar da sala de audiência duas vezes. Durante uma sessão nesta quinta-feira (7), em Vespasiano, a Justiça ouviu vários vizinhos de Santos e todos confirmaram que nunca souberam que o apelido dele seria “Bola”, ou “Neném”, ou “Russo”, como o ex-policial é apontado no inquérito da Polícia Civil.

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No depoimento, o adolescente declarou que prestou esclarecimentos à polícia sem a presença de nenhum parente e que foi pressionado a falar coisas que ele não queria porque não estava à vontade, estava cercado de pessoas estranhas. Na mesma audiência, o menor afirmou que inventou a história de que o corpo de Eliza Samudio teria sido comido por cães da raça rotweiller.

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O delegado Julio Wilke foi ouvido na sequência ao depoimento do menor. O delegado, que acompanhou as investigações da Polícia Civil, disse que ao encontrar o adolescente pela primeira vez, ele estava tão assustado que chegou a urinar nas calças. Segundo Wilke, o menor descreveu em detalhes como teria acontecido o crime na casa de Marcos Aparecido dos Santos, em Vespasiano. “O que me impressionou foram os detalhes dados pelo menor da casa de Marcos Aparecido. Ele sabia até onde ficavam os cachorros”, disse.

Julio Wilke disse ainda que, ao chegar à casa de Marcos Aparecido, todas as descrições do menor batiam. “Ao entrar na casa de Marcos, o delegado Wagner Pinto percebeu que alguém tinha saído do local às pressas. As pias estavam molhadas e as panelas quentes”.

Segundo o delegado, ele não sabia de quem era casa, sabia apenas que era de um policial que tinha bom relacionamento com outros policiais. Na reconstituição feita com o adolescente dentro da casa de Marcos Aparecido, Julio Wilke disse que o menor estava assustado, mas sempre muito firme ao mostrar onde tudo aconteceu.

A Polícia Civil disse que não vai comentar o depoimento do menor.