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Goleiro Bruno desmaia em audiência

Da Redação ·
 Bruno já passou mal pelo menos cinco vezes desde que foi para a prisão
fonte: Eugenio Moraes/Jornal Hoje em Dia
Bruno já passou mal pelo menos cinco vezes desde que foi para a prisão

O ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes passou mal pouco antes de começar uma audiência na 3ª Vara Criminal e de Precatórias Criminais em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte, na manhã desta quarta-feira (6). De acordo com o TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), o jogador desmaiou na sala quando as testemunhas do caso Eliza Samudio começariam a ser ouvidas.

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Bruno, que já passou mal pelo menos cinco vezes desde que foi preso, foi levado para um hospital de Ribeirão das Neves pouco depois das 10h. No momento do desmaio, segundo o TJ-MG, o advogado do goleiro Ércio Quaresma pediu adiar a audiência, mas a juíza Lucimeire Rocha apenas interrompeu a oitiva para que o goleiro fosse atendido. Em seguida, continuou a audiência.

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Na segunda-feira (5), pela segunda vez desde que foi do Rio de Janeiro para Belo Horizonte, o goleiro passou mal no presídio. Quando estava recolhido na Penitenciária Bangu 2, no Rio de Janeiro, ele tentou suicídio por diversas vezes.

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De acordo com a Seds (Secretaria de Estado de Defesa Social), Bruno sentiu dores de cabeça e enjoo, e foi atendido na enfermaria do presídio. Depois de ter a pressão aferida e tomar soro, o goleiro foi encaminhado à Policlínica de Nova Contagem, mas retornou em seguida para a penitenciária, bem mais disposto.

No dia 23 de setembro, ele foi atendido no Socor Hospital Geral, no bairro Barro Preto, região centro-sul de Belo Horizonte com sintomas de desidratação. Depois de tomar soro, passou por exames laboratoriais. O subsecretário de Assuntos Penitenciários de Minas Gerais, Genilson Zeferino, informou na época que o goleiro não estava se alimentando bem. Zeferino disse ainda que desde que foi encarcerado, o jogador vinha apresentando sintomas de depressão.

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Cerca de uma semana antes, no dia 17 de setembro, Bruno passou mal quando se preparava para entrar na sala de audiência do Fórum de Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro. O Tribunal de Justiça fluminense informou que o goleiro havia sofrido uma queda de pressão e chegou a desmaiar. Naquele episódio, ele recebeu cuidados médicos, desta vez em uma ambulância do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que foi acionada e se deslocou até o fórum.

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No dia 12 de julho, momentos antes de embarcar de Belo Horizonte para o Rio, o acusado de ter orquestrado a morte de Eliza reclamou de mal estar ainda na Nelson Hungria. Ele alegou que sentia tonturas e foi atendido por uma enfermeira da unidade prisional.
 

Audiência

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Começaram a ser ouvidas, por volta das 10h30 desta quarta-feira, 21 testemunhas do caso Eliza, sendo duas de acusação, 16 de defesa e três arroladas em comum.

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Cleiton Silva Gonçalves, acompanhado da mulher, foi a primeira testemunha de acusação a chegar. Ele dirigia a Land Rover do goleiro Bruno no dia em que ela foi apreendida durante uma blitz da polícia. Gonçalves foi arrolado pelo Ministério Público.

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O advogado do goleiro Frederico Franco, que trabalha com Quaresma, confirmou que o médico legista George Sanguinetti está no IC (Instituto de Criminalística) de Belo Horizonte fazendo a perícia no carro de Bruno, onde foram encontrados vestígios de sangue de Eliza.

Bruno está preso na Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana de BH, por suspeita de envolvimento no sumiço e assassinato de sua ex-amante Eliza, com quem teria tido um filho.

Quaresma deverá pedir nos próximos dias à Justiça de Minas Gerais que o atleta cumpra prisão domiciliar até seu julgamento, ainda sem data prevista, alegando que seu cliente vem sofrendo de problemas de saúde e forte depressão.

Sete viaturas do Cope (Comando de Operações Especiais da Polícia Civil) chegaram ao fórum levando os envolvidos no caso: Bruno, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, Sérgio Rosa Sales, o Camelo, Elenilson Vítor da Silva, Flávio Caetano, e Marcos Aparecido dos Santos, o Bola. Todos estavam com roupas das penitenciárias e usando chinelos.