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Ministros do Supremo reagem à morte de Marielle Franco

Escrito por FolhaPress
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REYNALDO TUROLLO JR.

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Em sessão na tarde desta quinta-feira (15), os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) reagiram ao assassinato da vereadora pelo PSOL do Rio Marielle Franco, 38, morta a tiros na noite de quarta (14).

"Se há algo que é, no pior sentido, democrático, é o preconceito contra nós, mulheres, o que representa um grande sofrimento. Chegamos, sim, a alguns cargos, a ministra Rosa [Weber], eu, a procuradora-geral [Raquel Dodge], mas nem por isso deixamos de sofrer discriminação. Que ninguém se engane sobre isso", disse a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, ao citar Marielle.

"Tenho certeza que todas as indignidades, as injustiças, as iniquidades, os preconceitos fazem com que a gente tenha coragem para lutar mais, para que outras Marielles venham, para que a gente tenha outros momentos, e para que isso não precise sequer de ser aventado, que a Constituição brasileira possa ser lida por homens e mulheres com a igual certeza da eficácia dos direitos ali postos", completou.

O ministro Luís Roberto Barroso, que é do Rio, criticou a situação do estado ao falar sobre a morte da vereadora. "Não há palavras para reagir à altura ao assassinato da vereadora Marielle Franco. Aliás, tem faltado palavras para descrever o que está acontecendo no Rio de Janeiro neste exato momento, uma combinação medonha de desigualdade, corrupção e mediocridade. Um círculo vicioso difícil de se romper e que tem conduzido à extrema violência que nós estamos enfrentando", disse.

Alexandre de Moraes disse que Marielle foi "vítima da mais cruel e covarde forma de discriminação, que é a eliminação física". O ministro Gilmar Mendes solidarizou-se com a família da vereadora, e disse que a segurança pública também é um problema da Justiça.

"Nós temos o quadro escabroso de prescrição de crime de júri [de crime contra a vida]", disse Gilmar. "Não podemos nos colocar como espectadores."

O ministro Luiz Fux, que também é do Rio de Janeiro, estendeu sua solidariedade à família do motorista Anderson Pedro Gomes, 39, que foi assassinado junto com ela pelos criminosos.

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