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Agências de viagens, parques temáticos e hospedagens por aplicativo cobram mudanças

Escrito por FolhaPress
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THAIZA PAULUZE

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O tamanho continental garante diferentes tipos de turismo dentro de um mesmo Brasil, mas, exige, igualmente, múltiplos desafios para os atores do setor, que gera riquezas na ordem de 8% PIB, segundo a Embratur, agência que promove a imagem brasileira.

As agências de viagens corporativas, por exemplo, buscam aquecer o negócio, mesmo com a crise econômica atingindo as empresas, que acabam por não priorizar as viagens dos profissionais ou por tentar baratear todos os custos.

"As organizações precisam entender as viagens como aliadas, uma necessidade na busca de novos negócios, que, no fim, vai girar a economia, num ciclo de crescimento natural", disse Rubens Schwartzmann, presidente do conselho de administração da Abracorp (Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas).

Ele participou do Seminário Turismo e a Internacionalização do Brasil, realizado pela Folha, nesta quinta-feira (15), na Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Já no segmento de parques temáticos, a cobrança é outra: a diminuição dos tributos para compra e instalação de equipamentos de grande porte, como montanhas-russas.

"Sem isso, não dá para competir com outros parques no resto do mundo. Comprar uma montanha-russa no Brasil é três vezes mais caro do que nos Estados Unidos", afirmou José David Xavier, presidente do Hopi Hari, parque em Vinhedo, interior de São Paulo, durante o debate.

O parque ficou fechado por três meses, entre maio e agosto de 2017, por conta de uma grave crise financeira enfrentada pelo grupo. Mas reabriu com ingressos esgotados. Agora, investe na segurança (uma jovem morreu em um acidente num dos brinquedos em 2012) e em eventos para garantir a divulgação ao público.

"Estamos recebendo encontro de evangélicos, de LGBTs e, em maio, teremos o Cabala, festa com 12 horas de duração e 40 DJs. Este ano, esperamos que 20% do movimento seja nesses eventos", disse Xavier.

HOSPEDAGENS

Outro segmento com grande potencial no país é o das hospedagens via aplicativos, como o Airbnb. A gerente de políticas públicas da empresa no Brasil, Flavia Matos, afirmou que um dos caminhos para aumentar a competitividade do setor é a digitalização da promoção turística e dos serviços turísticos.

Além disso, o país precisa oferecer um mix de produtos, que democratize as viagens, e estimular uma melhor distribuição entre os diferentes atores e locais, segundo ela. "No ano passado, 43% das pessoas disseram, na nossa pesquisa, que não teriam viajado ou não teriam ficado tanto tempo num lugar se não fosse o Airbnb", afirmou Matos.

Nos Jogos Olímpicos, ela exemplifica, foram 85 mil pessoas hospedadas pelo aplicativo. "Sem isso, o Rio precisaria de 277 novos hotéis para acomodar essas pessoas e muitas outras deixariam de ganhar uma renda extra."

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