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    Estudantes protestam em todo os EUA a favor do controle de armas

    Escrito por FolhaPress
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    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Milhares de estudantes deixaram suas salas de aula na manhã desta quarta-feira (14) nos Estados Unidos e deram início a um protesto contra a venda de armas que deve se replicar pelo país ao longo do dia. Às 10h locais (11h de Brasília), os estudantes começaram os atos nas principais cidades da Costa Leste. A ideia é que a manifestação dure pelo menos 17 minutos, em referência ao número de mortos no massacre em uma escola em Parkland, na Flórida, que completa um mês.

    Em todo os Estados Unidos, alunos de cerca de 3.000 colégios anunciaram que vão participar da ação, que começa sempre às 10h locais —devido aos diferentes fusos horários do país, as escolas da Costa Leste foram as primeiras. O país tem 132 mil escolas de ensino fundamental e médio.

    Os organizadores dos protestos, que tem apoio da Marcha das Mulheres, estimam que até 150 mil pessoas devem participar dos atos. O lema da manifestação é #Enough (chega).

    Os alunos de cada escola definiram como será o ato em suas cidades. Em Nova York, os estudantes foram para as ruas de Manhattan vestidos de laranja, cor do movimento antiarmas.

    Em Washington, os estudantes protestaram em frente a Casa Branca e depois se dirigiram até o Capitólio para pressionar os congressistas a aprovarem um endurecimento nas leis de vendas de armas. A marcha foi feita aos gritos de "A NRA deve ir embora", em referência a associação do lobby pró-armas.

    Nos estados de Ohio e Minnesota, os adolescentes já anunciaram que pretendem fazer o mesmo com as assembleias locais.

    Já na escola Marjory Stoneman Douglas, palco do massacre em Parkland, os alunos se reuniram no campo de futebol da instituição e deram um abraço coletivo. Em Columbine, no Colorado, que foi palco de uma chacina em 1999, estão previstos 30 segundos de silêncio —13 para os mortos no local e 17 para as vítimas da Flórida.

    Centenas de estudantes também estão presentes em um estacionamento em Newtown, em Connecticut, próximo à escola Sandy Hook, onde um atirador deixou 26 mortos em 2012. Os organizadores planejam ler durante todo o dia o nome de vítimas de atiradores por todo o país.

    PUNIÇÕES

    Enquanto algumas escolas encorajaram os protestos e programaram atividades sobre a questão das armas, outras proibiram as marchas e ameaçaram punir alunos que aderissem.

    Na escola Kell em Marietta, Geórgia, perto de Atlanta, três alunos dos mais de mil protestaram, apesar de a direção ter dito que haveria punições, que não foram detalhadas.

    No condado de Whitfield e de Cobb, também na Geórgia, os distrito escolares disseram que alunos que saíssem das salas em protesto estariam sujeitos a procedimentos disciplinares. Mas em Cobb, houve alunos que participaram da manifestação. "A mudança nunca vem sem resistência", disse a estudante Kara Litwin.

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    Jornal da Tribuna 2ª Edição - 07/07/20

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