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Palestino morre em confronto com guarda israelense

Da Redação ·
 Segurança disse à polícia que grupo bloqueou rua e atacou seu carro com pedras
fonte: Do R7
Segurança disse à polícia que grupo bloqueou rua e atacou seu carro com pedras

Um palestino morreu nesta quarta-feira (22) vítima de disparos efetuados por um guarda de segurança israelense no bairro de Siluan, em Jerusalém Oriental.

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A morte aconteceu durante a madrugada, quando um grupo de palestinos residentes se aproximou das imediações de um edifício da organização direitista Elad, que costuma adquirir propriedades em territórios palestinos ocupados, segundo os moradores.

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De acordo com as declarações do guarda à polícia israelense, publicadas pela versão eletrônica do jornal Haaretz, dezenas de palestinos bloquearam o caminho com contêineres de lixo e começaram a lançar pedras contra o veículo no qual o segurança viajava.

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Em resposta, o guarda israelense abriu fogo contra o grupo, atingindo Samer Sarhan, de 32 anos, que morreu.

Já o ativista Jawad Halawani, morador de Siluan, disse à agência Efe que a rua pela qual circulava o agente de segurança israelense costuma estar bloqueada ao tráfego e que não houve nenhum tipo de provocação por parte dos palestinos.

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Moradores do bairro disseram que ao menos quatro jovens integravam o grupo baleado e que outro palestino ficou gravemente ferido por causa dos disparos. A rádio pública de Israel informou que um agente da polícia israelense sofreu leves ferimentos nos confrontos após o tiroteio. As autoridades investigam o fato.

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Forças de segurança usaram bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo para dispersar uma multidão de palestinos que saiu nesta quarta-feira às ruas de Siluan para protestar pela morte.

Nos últimos anos, vários colonos judeus adquiriram propriedades nessa parte da cidade, onde os palestinos pretendem estabelecer a capital de seu futuro Estado independente. Ao menos 88 imóveis palestinos, nos quais vivem cerca de mil pessoas, receberam ordens de demolição por parte das autoridades israelenses sob o argumento de que foram construídos de forma ilegal.

A morte acontece no momento em que o governo de Israel e a Autoridade Nacional Palestina tentam acertas os pontos de um acordo de paz. Uma das questões mais polêmicas diz respeito justamente à paralisação das construções em territórios ocupados.