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Irã pede reconhecimento de acordo com o Brasil

Da Redação ·
 Chefe do programa nuclear do Irã, Ali Akbar Salehi, pediu a Rússia, EUA e França que retomem as negociações do tratado nuclear mediado pelo Brasil
fonte: Joe Klamar/20.09.2010/AFP
Chefe do programa nuclear do Irã, Ali Akbar Salehi, pediu a Rússia, EUA e França que retomem as negociações do tratado nuclear mediado pelo Brasil

O Irã pediu nesta segunda-feira (20) a Estados Unidos, Rússia e França que voltem à mesa de negociações sobre a troca de urânio iraniano por combustível nuclear enriquecido no exterior, para que o material seja usado em um reator para fins medicinais.

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O vice-presidente e chefe do programa do Irã, Ali Akbar Salehi, disse em discurso no plenário da 54º Conferência Geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), em Viena, que convida esses países a reiniciar as conversas com o Irã sem mais demora.

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O dirigente iraniano lembrou que a declaração assinada em maio deste ano em Teerã - entre Irã, Brasil e Turquia - sobre a troca de urânio enriquecido foi um gesto positivo por parte da República Islâmica.

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Salehi também afirmou que o passo da declaração foi dificultado por pressões políticas injustas que, segundo ele, acabaram em uma ilegal e injustificada resolução de sanções adotada em junho pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

- A dupla via de ameaças e diálogo não pode ser propícia e frutífera.

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Por outro lado, Salehi acusou a AIEA, que investiga as atividades nucleares do Irã há sete anos, de sofrer "uma crise de autoridade moral e credibilidade".

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Segundo o vice-presidente iraniano, o último relatório da AIEA sobre o Irã não foi imparcial nem justo. Nesse relatório, a AIEA acusa o Irã de não colaborar o suficiente para esclarecer a natureza de seu programa nuclear e critica a repetida expulsão de inspetores da ONU, o que dificulta as investigações.

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Salehi destacou hoje que seu país tem como uma de suas prioridades conseguir um mundo livre de armas nucleares, insistindo há anos na criação de uma zona livre de armas de destruição em massa no Oriente Médio.

Nesse sentido, acusou Israel de não querer aderir ao Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) e nem se submeter às inspeções da AIEA.

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