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Pisca-pisca: Confira os cuidados na compra e instalação

Da Redação ·
Imagem ilustrativa
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É a época mais iluminada do ano. Árvores de Natal cheias de lâmpadas, varandas coloridas... apesar de lindo, o cuidado tem que ser redobrado, tanto com a conta de luz quanto para os perigos da eletricidade.

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Fernando Santos, arquiteto e diretor da Santos Projetos, explica que uma mangueira de luz ou um pisca-pisca isolados têm consumo muito baixo de energia, mas como muitas pessoas enchem suas janelas de elementos luminosos, pode pesar na conta.

Além disso, para conseguir energia para tantos artefatos, usam o multiplicadores de tomada, os famosos “benjamins”. O risco dos multiplicadores é a sobrecarga da tomada onde está plugado.

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— No caso de edifícios mais antigos, que têm poucas tomadas distribuídas nos apartamentos, certamente já existem multiplicadores em todas as tomadas, e o risco de sobrecarga é maior — adverte.

Pisca-pisca gasta muita energia?
O pisca-pisca tem consumo muito baixo de energia, mas depende da quantidade de artefatos que forem instalados pela casa. Se botar as luzinhas em todas as janelas, portas e árvore, a conta vai subir. No verão, quando o uso do ar-condicionado é muito maior, essa diferença pouco se nota na conta de luz, pois a fatura já vem alta.

Qual risco das decorações ao ar livre?
É importante observar se o artefato é próprio para uso no tempo. No verão, com chuvas de maior volume e com muitos ventos, qualquer ponto na fiação, plugues ou tomadas pode ser atingido por água e causar acidentes. Além disso, com o calor típico do verão carioca associado ao calor dissipado pela corrente elétrica no próprio equipamento, muitas vezes a proteção externa da fiação pode, com o tempo, apresentar anomalias e contribuir para acidentes.

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Pisca-pisca pode ficar ligado na tomada 24 horas por dia?
O risco do pisca-pisca não se dá pela energia que puxa quando está ligado, que é baixa, mas pela baixa qualidade do material usado na construção destes artefatos, que muitas vezes são importados e chegam ao Brasil sem nenhum tipo de certificação oficial. A baixa qualidade associada ao uso permanente aumenta muito o risco de acidentes.

Qual o cuidado na hora da compra?
Deve-se observar se há alguma informação na embalagem sobre certificação de segurança de órgãos oficiais do Brasil. Também é importante abrir a embalagem e examinar toda a extensão do pisca-pisca em busca de lâmpadas quebradas ou fios partidos. Quando já estiver em casa, abra o pisca-pisca completamente, realize um teste com ele ligado por uma hora antes de colocá-lo na sua posição definitiva e observe se a fiação vai esquentar muito, se lâmpadas vão queimar e se o plugue está firme na tomada. Caso ocorra algo estranho, vá à loja e troque seu pisca-pisca por um novo. Não arrisque!

As informações são de Ana Carolina Diniz, do portal Extra