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Crianças mortas em incêndio estavam sozinhas, dizem pais

Da Redação ·
 Bombeiros no local do incêndio que matou duas crianças, no Brás
fonte: Mario Ângelo/AE
Bombeiros no local do incêndio que matou duas crianças, no Brás

Os pais das duas crianças mortas em um incêndio nesta sexta-feira (17) disseram à Polícia Civil que as vítimas estavam sozinhas no momento em que as chamas se alastravam pelo imóvel, localizado no bairro do Brás, na região central de São Paulo. O pai, de 49 anos, e a mãe, de 40, e outras pessoas que estavam no local conseguiram escapar por uma escada que dava acesso a rua e por uma abertura feita na parede dos fundos.

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As irmãs Bianca Flores Cruz, de um ano, e Wilma Hebellin Flores Cruz, de quatro anos, morreram no incêndio, que começou por volta das 21h. Os corpos delas foram levados para a sede do Instituto Médico Legal Central. De acordo com a atendente de plantão, ninguém da família tinha aparecido por lá até as 11h.

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Policiais militares que atenderam a ocorrência disseram ter visto que o fogo atingiu o piso superior do prédio destruído. Houve desabamento do forro e do telhado e as crianças não conseguiram sair, morrendo no local. Os bombeiros conseguiram controlar as chamas cerca de uma hora e meia depois do início das chamas.

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Nos fundos do imóvel, funcionava uma fábrica de roupas e na frente havia um alojamento para os trabalhadores. Os pais das meninas eram costureiros e disseram que as filhas estavam sozinhas na parte da frente. Quando ouviram gritos, correram. Eles contam ter visto as chamas, mas não conseguiram salvar as crianças.

Os pais e outras pessoas que lá estavam conseguiram escapar através de uma escada que dá acesso à rua e por uma abertura feita na parede dos fundos de uma construção. Ninguém soube dizer como o incêndio começou, apenas que começou de repente e se alastrou rapidamente. Todos foram levados para a Associação Beneficente Casa do Povo porque ficaram desabrigados.

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Uma engenheira civil da Subprefeitura da Moóca realizou vistoria no local.