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Caso Mércia: tese de pescador ganha força

Da Redação ·
 O veículo, que é igual ao da advogada, foi levado à represa de Nazaré Paulista
fonte: Daia Oliver/R7
O veículo, que é igual ao da advogada, foi levado à represa de Nazaré Paulista

O promotor de Justiça Rodrigo Merli de Antunes afirmou, na noite desta sexta-feira (17), que a primeira fase da reconstituição da morte de Mércia Nakashima foi “mais do que satisfatória”. Ele disse que a simulação serviu para comprovar a versão do pescador, testemunha que afirmou ter escutado gritos e visto o carro da vítima ser empurrado por um homem para dentro da represa de Nazaré Paulista, no interior de São Paulo.

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Após essa etapa, a equipe de peritos fez o mesmo percurso que Mizael Bispo, ex-namorado de Mércia, e Evandro Bezerra da Silva – ambos acusados pelo assassinato da advogada -, fizeram para retornar a Guarulhos após o carro da vítima ter sido jogado na represa. Todo o procedimento terminou por volta das 22h30.

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Durante a primeira etapa, a polícia usou o carro modelo Honda Fit, cor prata. O veículo, que é igual ao da advogada, foi levado à represa de Nazaré Paulista, a 64 km de São Paulo, por volta de 20h45 desta sexta-feira. Todo o local foi isolado para a realização da simulação, que começou por volta de 19h40.

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A vítima foi representada por uma mulher e o pescador, testemunha do crime, foi convocado e esteve no local. Apenas os policiais, os advogados e familiares da vítima e do acusado tiveram acesso ao local. O irmão de Mércia, Márcio Nakashima, afirmou que acompanharia a reconstituição de uma lancha.

Barco

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Para simular a versão do pescador, dentro de um barco ficaram posicionados a própria testemunha, um perito e um fotógrafo, que acompanharam a comunicação por rádio.

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Ao deixar a primeira parte da reconstituição, o advogado de Mizael Bispo, Ivon Ribeiro, afirmou que esperava que a simulação “fosse um pouco mais fiel” e “não tão dirigida”. Segundo ele, enquanto a testemunha afirmava que via o que estava acontecendo do outro lado da represa, o perito dizia que não via nada.

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- Fica complicado de a gente continuar acreditando [na versão do pescador].

No entanto, o perito responsável pelo caso, Renato Patolli, negou a declaração da defesa do acusado e disse que foi possível ver o homem sair do carro e escutar os gritos atribuídos a Mércia Nakashima.

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- Deu pra enxergar porque o céu abriu. Eu consegui ver também. Dá pra ver exatamente o que o pescador falou: um vulto atrás do carro.

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O delegado afastado Antonio Olim, que presidiu as investigações, também negou que não tenha sido possível enxergar o que era feito do outro lado da represa e afirmou que a reprodução do crime foi fiel ao que aconteceu no dia 23 de maio.

- Nós fizemos o que aconteceu no dia dos fatos. A lua ficou igualzinha. O pescador conseguiu enxergar, ele ouviu os berros do outro lado da represa. Tudo que aconteceu a perícia fez igual e fotografou do outro lado da represa.

Entenda o caso

A advogada desapareceu no dia 23 de maio deste ano, depois de almoçar com a família na casa da avó, em Guarulhos, na Grande São Paulo. A polícia começou a investigar o sumiço, e o ex-namorado da advogada, Mizael Bispo, foi apontado como principal suspeito do crime.

No dia 10 junho, bombeiros encontraram o carro da advogada dentro da represa de Nazaré Paulista, depois que a família recebeu uma denúncia anônima. O corpo de Mércia foi encontrado no dia seguinte e reconhecido por parentes.