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Fazendeiro de Tocantins é multado em R$ 2 milhões por exploração de trabalho escravo

Da Redação ·
Necessidades fisiológicas eram realizadas no mato e o banho era no rio - Foto: EBC
Necessidades fisiológicas eram realizadas no mato e o banho era no rio - Foto: EBC

Um fazendeiro foi condenado a pagar multa de R$ 2 milhões por exploração de trabalho análogo à escravidão, em Tocantins.

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A fazenda fica no município de Sandolândia, sul do Tocantins, divisa com Goiás. Foi lá que fiscais do trabalho encontraram 13 trabalhadores dormindo no chão, ou em redes adquiridas com recursos próprios, em barracas de camping e barracões.

O local não tinha energia elétrica, nem banheiro. As necessidades fisiológicas eram realizadas no mato. O banho era no rio. E a água vinha de um poço e servia para beber, lavar louça e cozinhar. Alguns viviam com a família nesse ambiente insalubre e crianças foram resgatadas.

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Os trabalhadores também não tinha carteira assinada. De acordo com o Ministério Público do Trabalho, após a atuação da fiscalização, os 13 trabalhadores receberam suas verbas trabalhistas e rescisórias e tiveram suas guias de seguro-desemprego emitidas.

O proprietário da fazenda não compareceu às audiências na Justiça e o processo correu à revelia.

A juíza Patrícia Soares, da Vara do Trabalho de Gurupi fez ainda uma série de 20 determinações ao fazendeiro. Ele deve garantir aos trabalhadores de sua propriedade condições mínimas de alojamento, sob pena de multa de 100 mil reais por item descumprido.