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Pesquisadores da UEL monitoram aves e biodiversidade em florestas

Da Redação ·
Atividade de observação tem 26 anos e acompanha as espécies pelo canto em várias áreas de floresta - Foto - Anilhas Capri
Atividade de observação tem 26 anos e acompanha as espécies pelo canto em várias áreas de floresta - Foto - Anilhas Capri

Pesquisadores do Laboratório de Ecologia das Aves, do Centro de Ciências Biológicas da UEL, completam 26 anos de monitoramento de aves em fragmentos florestais do Paraná com resultados que apontam que parques e reservas observadas têm melhorado a biodiversidade. 

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No entanto, em fragmentos de mata a tendência é de redução destas populações. A partir de dados populacionais das aves os pesquisadores desenvolvem um programa de monitoramento que possibilita medir a degradação da área. 

Espécies consideradas frágeis, chamadas de indicadores biológicos, são as primeiras que desaparecem no caso de devastação. A pesquisa integra o projeto Diversidade e Conservação de Aves na Porção Sul da Mata Atlântica, coordenado pelo professor Luiz dos Anjos, e que tem apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) desde 1995. 

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O estudo é feito em locais bem conhecidos, como o Parque Nacional do Iguaçu, Parque Estadual Mata dos Godoy e Parque Estadual de Vila Velha, mas abrange também áreas menos conhecidas como a Reserva Biológica das Perobas, em Cianorte; Floresta Nacional do Irati, Parque Estadual de Ibiporã e Parque Estadual do Rio Guarani, no município de Três Barras. Ao todo são monitorados 60 fragmentos florestais do Norte do Paraná, 10 áreas de restauração, além das grandes reservas. 

Identificação pelo canto
O trabalho é envolvente e curioso porque para medir a população de pássaros os pesquisadores buscam identificar as espécies pelo canto, uma vez que é impossível a observação visual em áreas de floresta. Para se ter uma dimensão da complexidade, o estudo considera 350 espécies existentes nos fragmentos em análise, das 700 Pesquisadores monitoram aves e biodiversidade em florestas.

A atividade de observação tem 26 anos e acompanha as espécies pelo canto em várias áreas de floresta; frágeis, aves são indicadores biológicos da saúde do sistema aves cadastradas no Paraná. O Brasil tem hoje aproximadamente 1.700 espécies.