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Síria prende clérigo suspeito de espionar para Israel

Da Redação ·

Um clérigo xiita libanês conhecido por ser um crítico do Hezbollah - grupo apoiado pela Síria - foi preso em território sírio sob a acusação de espionar para Israel. A informação foi divulgada hoje por um graduado funcionário libanês. "O xeque Hassan Msheymish foi preso em julho, na Síria, a partir de dados da polícia de inteligência libanesa enviados a autoridades sírias, indicando que ele estava envolvido na colaboração com Israel", afirmou a fonte, pedindo anonimato.

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Msheymish ainda estava sendo interrogado por autoridades sírias, enquanto informações preliminares coletadas pela inteligência libanesa indicam que ele pode ter espionado pessoas na Síria, afirmou a fonte. Um dos filhos do xeque disse à agência France Presse em julho que Msheymish foi detido enquanto seguia para a cidade saudita de Meca, em uma peregrinação religiosa.

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Um funcionário judicial afirmou que dois libaneses e dois palestinos foram acusados em uma corte militar de colaboração com Israel, incluindo um funcionário do Ministério das Telecomunicações, Toni Boutros. O outro libanês, Joseph Kassis, está foragido. Mais de cem pessoas foram presas no Líbano acusadas de espionagem desde abril de 2009, incluindo vários funcionários do setor de telecomunicações, membros das forças de segurança e militares da ativa.

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Muitos dos suspeitos são acusados de ajudar Israel a identificar alvos durante a guerra de 2006 com o Hezbollah. Cinco dos julgados foram sentenciados à morte por espionar para a Mossad, agência de inteligência de Israel. O Líbano e Israel permanecem tecnicamente em estado de guerra. Os espiões condenados podem pegar prisão perpétua, com trabalhos forçados, ou mesmo a pena de morte, caso sejam culpados de contribuir para a perda de vidas libanesas.

ONU

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O governo do Líbano entrou com uma queixa formal na Organização das Nações Unidas (ONU), acusando Israel de montar redes de espiões dentro do seu território. O Ministério das Relações Exteriores do Líbano disse que a carta foi entregue hoje ao secretário-geral da entidade, Ban Ki-moon.

Durante os dois últimos anos, as autoridades libanesas detiveram mais de cem pessoas suspeitas de espionagem para Israel. Muitos dos suspeitos supostamente tentaram se infiltrar ou obter informações sobre o grupo xiita Hezbollah. Cerca de 50 pessoas foram acusadas de espionar para Israel. Já em Israel, várias pessoas também foram detidas, por supostamente passarem informações ao Hezbollah. Com informações da Dow Jones.