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Seis pessoas passam mal em julgamento de irmãos Marcelo e Valfrido Lira

Da Redação ·

Seis pessoas passaram mal no início do terceiro dia do julgamento dos irmãos Marcelo e Valfrido Lira, acusados de matar duas adolescentes em 2003. A testemunha de defesa Abedenaldo Barbosa da Silva, um oficial de justiça, três jurados e Marcelo apresentaram problemas de hipertensão e foram medicados. A juíza Andrea Calado Venâncio suspendeu o julgamento durante quarenta minutos.

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O primeiro perito do IC (Instituto de Criminalística) Evson da Costa Lira a prestar depoimento fez a perícia da primeira reconstituição do caso. Segundo ele, o depoimento da testemunha Regivânia Maria da Silva pode ser descartado, pois no local onde ela estava no momento que as meninas entraram na Kombi não era possível identificar quem estava no automóvel.

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O promotor Ricardo Lapenda afirmou antes do início do júri que irá apresentar escutas telefônicas em que mostram a relação próxima entre os acusados, as amantes e o antigo promotor, que cuidava do caso.

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Uma viatura do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) está de plantão no local com médico e enfermeira. Familiares e amigos fazem protesto em frente ao fórum com faixas, cartazes e apitos, para apoiar os bombeiros.

Entenda o caso

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No dia 2 de maio de 2003, as adolescentes Maria Eduarda Dourado e Tarsila Gusmão, de 16 anos, foram passar um final de semana na casa de amigos na praia de Serrambi, próximo a Porto de Galinhas, em Pernambuco, e desapareceram após um passeio de lancha.

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Dez dias depois, os corpos das duas garotas foram encontrados pelo pai de Tarsila em um canavial na cidade de Ipojuca. Após investigações, a polícia indicou os irmãos Marcelo e Valfrido Lira como os principais suspeitos de terem cometido o crime. O depoimento de uma testemunha que afirmou ter visto as duas adolescentes subirem em uma kombi verde em 3 de maio foi preponderante para a polícia chegar aos suspeitos de praticarem o crime. O veículo pertencia aos irmãos Lira.

O caso gerou comoção popular na época, mas o promotor que aceitou a denúncia da polícia decidiu arquivar o caso em junho de 2003 por considerar as provas inconclusivas.

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Em novembro do ano passado, uma juíza da comarca de Ipojuca autorizou a realização de novos exames no material colhido à época das investigações sobre o crime. Desta vez, os trabalhos foram realizados por peritos de fora de Pernambuco.

O julgamento dos irmão Lira estava marcado para maio deste ano, mas foi suspenso pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco, que pediu tempo para analisar o pedido de transferência do julgamento do caso para Recife.

Após a negação do pedido – o julgamento por júri popular foi mantido em Ipojuca – foi marcada uma nova data, desta vez para esta segunda-feira.