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Sapato de Mizael tinha alga compatível com as da represa

Da Redação ·

O sapato de Mizael Bispo tinha vestígios de algas da mesma espécie encontrada na região da represa de Nazaré Paulista, onde Mércia Nakashima foi encontrada morta, anunciou a Polícia Civil de São Paulo nesta terça-feira (31). Segundo o perito responsável pelo laudo, Renato Patolli, do IC (Instituto de Criminalística), o material também é compatível com a época do crime.

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Em entrevista coletiva, Patolli também afirmou que foram encontradas pequenas quantidades de sangue e ossos no sapato de Mizael. O perito disse que não foi possível determinar se as amostras são humanas ou de animais.

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- Pela prova, é possível dizer que o sapato analisado estava com o autor do crime, que teve de entrar na água e empurrar o carro.

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Outro indício detectado pela perícia foi chumbo, equivalente aos dois projéteis de arma de fogo encontrados no carro de Mércia.

Para o diretor geral do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), Marco Antônio Desgualdo, o documento irá ajudar a Justiça a definir o desfecho do crime.

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- A perícia fez um excelente de trabalho. Com a robustez do laudo, outros itens vieram à tona. Foi montado um quebra-cabeça. Com o juiz será verificada a prova como um todo. A convicção da polícia está no laudo.

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Segundo ele, pelo levantamento laboratorial evidente no documento, está comprovado para a polícia que o dono do sapato é o autor do crime – apontado pelas investigações como sendo Mizael Bispo.

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Outro indício detectado pela perícia foi chumbo, equivalente aos dois projéteis de arma de fogo encontrados no carro de Mércia.
Patolli afirmou que um laudo adicional foi feito na segunda-feira (30) para analisar o que teria provocado o afundamento na capota do carro de Mércia.

O novo documento será anexado ao laudo apresentado nesta terça, que tem cerca de 200 páginas. Uma cópia foi entregue pelo delegado responsável por conduzir as investigações do caso, Antônio de Olim, ao Ministério Público.

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Morte

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O perito Renato Patolli disse que, pelas análises laboratoriais, não foi possível detectar se Mércia foi lançada desmaiada na represa de Nazaré Paulista, no interior de São Paulo.

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- Eu acredito que ela estivesse desmaiada, mas isso só pode ser cravado pelo depoimento da testemunha [o pescador].

Outro dado que não foi identificado pela perícia foi a quantidade de tiros que a advogada recebeu, e se ela foi agredida antes de morrer. A dinâmica do crime, no que diz respeito à quantidade de pessoas envolvidas, não foi revelada pelo documento.

Pelas análises de DNA, também não foi possível dizer se o boné encontrado no carro de Mércia pertencia ao segurança Evandro Bezerra Silva. O mancha encontrado no banco traseiro do veículo - cuja suspeita é de que poderia ser esperma - foi ignorada durante a elaboração da análise.

A advogada Mércia Nakashima morreu afogada, de acordo com análises da Polícia Civil. A perícia também constatou que Mércia foi atingida por um tiro no braço esquerdo, que o atravessou e atingiu o maxilar dela. Em seguida, a bala caiu. O autor do crime, pelo laudo, estava no banco ao lado do motorista.

O corpo de Mércia foi encontrado na represa de Nazaré Paulista no dia 11 de junho. Um dia antes a polícia havia encontrado o carro da advogada no mesmo local. A reportagem do R7 não conseguiu contato com a defesa de Bispo.