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Polícia diz que médicos adulteraram atestado de óbito

Da Redação ·

A Polícia Civil de São Paulo abriu inquérito para apurar uma possível fraude no atestado de óbito do recém-nascido que foi perfurado por um bisturi na hora do parto, no domingo (29), no Hospital Municipal do Campo Limpo, na zona sul de São Paulo. O bebê morreu uma hora após nascer.

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De acordo com dados da polícia, no laudo foi indicado que houve um corte na região dorsal da criança, de dois centímetros, mas não dizia que foi causado pelo bisturi. Além disso, a equipe médica teria aumentado o tempo de gestação da criança no documento.

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A responsável pelo corte teria sido uma médica residente de 25 anos, mas o responsável pelo grupo, o médico André Luís Veloso, se responsabilizou pelo erro.

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Segundo familiares da mãe do recém-nascido, que é uma adolescente de 14 anos, a direção do hospital disse que a criança, também prematura, teria nascido com os batimentos cardíacos fracos – e por isso teria morrido.

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que “lamenta o falecimento” e que está à disposição da família para esclarecimentos. Uma sindicância foi aberta para apurar o caso. A investigação policial está sendo feita no 92º DP (Parque Santo Antônio).