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Liberação de corpos de brasileiros deve levar 15 dias

Da Redação ·
Imagem mostra corpos de pessoas mortas supostamente por traficantes em um rancho no México; identificação e traslado pode demorar 15 dias, segundo diplomata brasileiro enviado ao Estado de Tamaulipas
fonte: Divulgação/México
Imagem mostra corpos de pessoas mortas supostamente por traficantes em um rancho no México; identificação e traslado pode demorar 15 dias, segundo diplomata brasileiro enviado ao Estado de Tamaulipas

O cônsul do Brasil no México, Márcio Lage, disse nesta sexta-feira (27) em entrevista à estatal Agência Brasil que o processo de identificação e envio, para o país, dos corpos dos brasileiros que estão entre as 72 vítimas de uma chacina no México deve demorar pelo menos duas semanas.

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- Pelo que as autoridades nos informaram, no mínimo, duas semanas deve durar todo o processo. Há uma série de exames laboratoriais que devem ser feitos, mais a conclusão das autópsias e os laudos. Além disso, há também a parte da burocracia.

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Lage, que está no Estado de Tamaulipas, onde ocorreram os assassinatos, afirmou que foram identificados 41 corpos até o momento, sendo que um é de um homem brasileiro. Mas, segundo ele, esse número pode subir. O cônsul afirmou que muitas das pessoas mortas não possuíam passaporte, mas que certamente possuíam algum tipo de identificação.

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- A partir daí [desses outros documentos] será possível identificar e descobrir a nacionalidade de cada um. Inicialmente a informação que nos foi transmitida é que eram quatro brasileiros. Ainda trabalhamos com esse dado.

Ontem, Lage se reuniu com membros do governo mexicano, policiais, representantes da Procuradoria-Geral da República e legistas. Também participaram das reuniões diplomatas de Honduras, do Equador e de El Salvador, que têm cidadãos de seus países entre os mortos.

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O massacre de 58 homens e 14 mulheres está sendo atribuído ao grupo criminoso Los Zetas, segundo testemunhos do único sobrevivente - o equatoriano Luis Freddy Lala Pomavilla, que conseguiu escapar ao se fingir de morto depois de ser baleado e procurar as autoridades.

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Conforme seus relatos, os criminosos interceptaram os imigrantes, que tentavam chegar à fronteira com os Estados Unidos e lhes convidaram a trabalhar como pistoleiros do bando, que disputa o controle da região com o cartel narcotraficante do Golfo. Frente à recusa dos estrangeiros, todos foram assassinados.

Na entrevista à Agência Brasil, o cônsul disse não ter visitado o local onde estão os corpos por questões de segurança.

- Não tivemos acesso ao local onde estão os corpos, próximo à cidade de San Fernando [no estado de Tamaulipas, na fronteira com os Estados Unidos]. O local fica fora da cidade, a cerca de 150 quilômetros da fronteira. As autoridades nos disseram que não havia condições de nos dar segurança nesta área [onde ocorreu o crime] por isso estamos aguardando autorização para seguir para Reynosa para onde serão levados os corpos.