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Governo ordena inspeções em aviões após acidente

Da Redação ·
 Imagem mostra partes do avião da Henan Airlines que caiu no nordeste da China na última terça-feira (24); 42 pessoas morreram na tragédia
fonte: AFP/25.08.2010
Imagem mostra partes do avião da Henan Airlines que caiu no nordeste da China na última terça-feira (24); 42 pessoas morreram na tragédia

O governo da China ordenou inspeções de segurança em grande escala nos aviões do país após a queda de uma aeronave da companhia regional Henan Airlines, na última terça-feira (24), na qual morreram 42 pessoas.

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O Embraer E-190 da Henan Airlines não conseguiu pousar e se partiu em dois ao lado da pista do aeroporto de Yichun, no nordeste da China, a 150 km da fronteira com a Rússia. Apesar da gravidade do acidente, 54 pessoas sobreviveram. A caixa-preta foi encontrada e deverá ajudar a esclarecer as causas da tragédia, até agora desconhecidas.

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O presidente da China, Hu Jintao, e o primeiro-ministro, Wen Jiabao, ordenaram uma investigação completa e determinaram a inspeção dos aviões para "eliminar qualquer risco".

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Várias companhias aéreas importantes do país, como a China Eastern e a China Southern, convocaram reuniões para reforçar as medidas de segurança, informou a agência oficial Xinhua. O diretor geral da Henan Airlines, Li Qiang, foi demitido.

Ao menos 15 dos 54 sobreviventes feridos estão internados em um hospital de Harbin, a capital provincial. Entre as pessoas em estado grave está o vice-ministro de Recursos Humanos, Sun Baoshu.

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A fabricante brasileira de aviões Embraer expressou condolências às famílias das vítimas e enviou uma equipe de técnicos para acompanhar as investigações.

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As companhias chinesas possuem 30 E-190, e quatro deles pertencem à Henan Airlines, sem contar o avião da tragédia, que estava em uso desde 2008.

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Imprensa cita supostos problemas com aviões

Nesta quarta-feira (25), a agência Xinhua informou que várias companhias aéreas chinesas relataram recentemente problemas técnicos com seus E-190, enquanto a Autoridade de Aviação Civil Chinesa (CAAC) organizou, em 2009, um estudo sobre a aeronave, no qual são mencionados problemas nas turbinas e uma disfunção dos sistemas de controle de voo.

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Em junho, a Aviação Civil chinesa realizou uma reunião para discutir os supostos problemas com os aviões da Embraer, entre eles fendas em placas das turbinas e informações erradas nos sistemas de controle de voo.

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De acordo com a fonte estatal, problemas técnicos haviam sido detectados em um dos 30 aparelhos desse modelo que eram operados na China (cinco da Henan Airlines, à qual pertencia o avião acidentado, e 25 da Tianjin Airlines).

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Procurada pelo R7, a Embraer disse que que este é o primeiro acidente fatal envolvendo aeronaves da família (E-170 até E-195), que conta com mais de 650 unidades vendidas em 36 países.

- Neste momento, não podemos fazer nenhum comentário sobre o acidente, uma vez que a investigação será feita pelas autoridades locais, e nosso papel é de suporte. As nossas aeronaves atendem a todos os requisitos de certificação do território chinês.

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Enquanto isso, a Henan Airlines, que só conta com aviões da Embraer em sua frota, suspendeu temporariamente todos seus voos, entre eles o que faz a rota entre Harbin e Yichun, iniciado há apenas duas semanas. O aeroporto de Lindu, onde aconteceu o acidente, foi reaberto nesta quinta-feira.

Aeroporto era considerado inseguro

O avião da Henan Airlines tentava pousar no aeroporto de Yichun, na Província de Heilongjiang, a 150 km da fronteira russa, em meio a uma espessa névoa que reduzia a visibilidade no momento para menos de 300 m, de acordo com um agente da polícia local citado pelo Global Times.

De acordo com a France Presse, algumas companhias áreas consideravam o aeroporto pouco seguro para pousos durante a noite. A China Southern Airlines, por exemplo, havia suspendido em 2009 seus voos noturnos para o aeroporto de Yichun por motivos de segurança.

A revista chinesa de economia Caijing chegou a publicar em seu site que o aeroporto de Yichun não está preparado para operar à noite.

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