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Irã inaugura usina nuclear construída com apoio da Rússia

Da Redação ·
 A usina de Bushehr começou a ser construída pelos alemães em 1974, mas só foi concluída pelos russos 36 anos depois
fonte: Raheb Homavandi/21.08.0210/Reuters
A usina de Bushehr começou a ser construída pelos alemães em 1974, mas só foi concluída pelos russos 36 anos depois

O Irã inaugurou neste sábado (21) a usina nuclear Bushehr, sua primeira instalação do tipo, informou a agência nuclear russa Rosatom.

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A unidade foi construída por engenheiros russos no porto de Bushehr, apesar das sanções internacionais que pesam sobre o programa nuclear do Irã, acusado de perseguir objetivos militares.

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O chefe do programa atômico iraniano, Ali Akbar Salehi, e o chefe da Rosatom, Serguei Kirienko, assistiram à cerimônia oficial, que conta com a aprovação da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Irã e Rússia garantem que Bushehr será destinada unicamente a gerar eletricidade e que suas instalações não podem ser utilizadas para fins militares.

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Salehi disse que este sábado é um dia "histórico e inesquecível" para o Irã, e agradeceu à Rússia por sua cooperação na construção e transferência de tecnologia nuclear.

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- Apesar de todas as pressões e sanções impostas pelos países ocidentais, somos testemunhas do início dos trabalhos do maior símbolo das atividades nucleares pacíficas iranianas.

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As 82 toneladas de combustível nuclear russo foram transportadas até a câmara do reator da central, que tem 1.000 megawatts de potência.

Kirienko explicou que as barras de combustível de urânio serão carregadas no reator nas próximas semanas, e que a central começará a gerar eletricidade antes do fim deste ano, vários meses antes do previsto.

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Projeto original é alemão

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A companhia alemã Siemens começou as obras de Bushehr em 1974, mas teve que suspender o projeto devido à Revolução Islâmica no Irã em 1979.

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Os técnicos do projeto atual aproveitaram os alicerces da planta original e os equipamentos utilizados usados pela companhia alemã.

A corporação russa AtomStroyExport retomou a construção após assinar um contrato com o Irã em fevereiro de 1998. Os atrasos, no entanto, se tornaram uma constante, principalmente por causa das suspeitas da comunidade internacional sobre a existência de um programa nuclear militar iraniano.

Sobre as críticas dos Estados Unidos e de Israel, a Rosatom insiste que as duas fases do ciclo nuclear da planta que podem ser utilizadas tanto com fins civis como militares - o enriquecimento de urânio e a reciclagem do combustível nuclear utilizado para o funcionamento da central - são feitas em território russo.

O Irã deu garantias escritas de que o combustível será empregado exclusivamente na central para gerar eletricidade. Além disso, Moscou e Teerã assinaram, no início de 2005 um protocolo sobre a devolução à Rússia do combustível nuclear utilizado.