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Pequim ataca relatório dos EUA sobre Exército chinês

Da Redação ·

A China criticou hoje um relatório do Pentágono que acusa o Exército do país asiático de excesso de sigilo sobre seu crescimento militar. Pequim afirmou que o documento pode eventualmente prejudicar as ligações entre as Forças Armadas dos dois países.

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O porta-voz do Ministério da Defesa, Geng Yansheng, disse que o relatório ignorou o que chamou de "fatos objetivos" e pediu a Washington que pare de publicar seu relatório anual. O documento do Pentágono "não é benéfico à melhora e ao desenvolvimento dos laços militares sino-americanos", disse Geng, segundo a agência de notícias chinesa Xinhua.

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Divulgado nesta semana, o relatório diz que o sigilo que cerca o crescimento militar chinês eleva o potencial para desentendimentos e conflitos com outros países. O documento afirma que a China está desenvolvendo sistemas de armas mais avançados e busca construir porta-aviões e mísseis balísticos com alcance de mais de 1.500 quilômetros.

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Esses acontecimentos ajudam a alterar o equilíbrio de forças com Taiwan a favor de Pequim, prossegue o relatório. A China afirma que a ilha faz parte de seu território e que será recuperada pela força, se necessário.

O documento e a irritada resposta de Pequim são apenas o último atrito neste que tem sido um ano difícil para as relações entre os dois Exércitos. Pequim suspendeu os contados militares com os Estados Unidos em janeiro como protesto contra uma venda de US$ 6,4 bilhões em armas para Taiwan e criticou fortemente as ações norte-americanas na Coreia do Sul e no Mar Amarelo.

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A postura mais agressiva da China em questões territoriais e o forte aumento nos gastos militares elevaram as preocupações dos países vizinhos e do Pentágono, que afirma que Pequim precisa explicar as razões por trás dos gastos militares. Em sua resposta, Geng acusou os Estados Unidos de questionarem indevidamente o crescimento militar chinês e de exagerar na ameaça que isso representa a Taiwan.

"O crescimento militar da China é razoável e apropriado e tem como objetivo proteger sua soberania nacional, segurança e integridade territorial, bem como nos manter atualizados com o rápido desenvolvimento militar internacional", disse o porta-voz.