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Universitários dos EUA têm mais doenças mentais

Da Redação ·

Doenças mentais consideradas graves são mais comuns entre os estudantes universitários dos Estados Unidos do que os que ingressavam na universidade há uma década, segundo estudo apresentado na 118ª Convenção Anual da Associação Americana de Psicologia.

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Estes estudantes têm mais doenças preexistentes e mostram mais vontade de procurar ajuda psicológica do que antigos alunos, de acordo com profissionais ligados à orientação psicológica de várias universidades.

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Segundo John Guthman, autor do estudo e diretor do serviço de orientação psicológica de estudantes da Universidade de Hofstra, em Nova York, a procura dos alunos por este tipo de orientação está em evidência.

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- Enquanto a condição dos estudantes que procuram a orientação não necessariamente reflete a experiência da média dos estudantes, nosso estudo mostra que os estudantes com alto grau de estresse emocional receberam melhor educação e apoio durante a infância, tornando-os mais propensos a entrar na universidade do que no passado.

Participaram do estudo 3.256 universitários, que usaram serviços de orientação psicológica entre setembro de 1997 e agosto de 2009. Os alunos, tanto de graduação quanto de pós-graduação, foram diagnosticados como portadores de transtornos mentais, pensamentos suicidas e comportamento autodestrutivo. Várias ferramentas foram aplicadas para se chegar ao diagnóstico, incluindo entrevistas, avaliação clínica e testes para avaliar humor e ansiedade. Enquanto em 1998, 93% dos estudantes foram diagnosticados com ao menos um problema mental, em 2009 o total chegou a 96%.

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A maioria com problemas de humor e ansiedade, sem, no entanto, diferença por idade ou classe social. Segundo Guthman, os casos graves de depressão e ansiedade estão presentes entres os universitários porque mais estudantes estão chegando à universidade já com doenças preexistentes.

- A média de depressão e ansiedade apresentada pelos estudantes se mostrou constante e relativamente regular na última década. Embora a porcentagem dos estudantes com depressão grave ou moderada tenha aumentado de 34% para 41%.