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Chuva mata 16, alaga cidades e afeta trens, voos e rodovias em São Paulo

Da Redação ·
Chuvas provocam deslizamentos em São Paulo (Agência Brasil)
Chuvas provocam deslizamentos em São Paulo (Agência Brasil)

Ao menos 16 pessoas morreram em decorrência da forte chuva que atingiu o Estado de São Paulo entre a noite de quinta (10) e a madrugada desta sexta (11).

Das 16 mortes, 15 estão na Grande SP. Segundo o Corpo de Bombeiros, nove pessoas morreram em Francisco Morato e outras quatro em Mairiporã, todas vítimas de soterramento.
Outras duas morreram afogadas: uma em Guarulhos e outra em Cajamar. O número total de desaparecidos ainda não foi informado pelos bombeiros.

No interior, um homem morreu em Itatiba, região de Campinas, após ter sido levado por uma enxurrada.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) cancelou todos os compromissos do dia e convocou uma reunião de emergência com o secretário Benedito Braga (Recursos Hídricos) e o coronel José Roberto, da Casa Militar. Ele visitará áreas atingidas no início da tarde.

Em Mairiporã, quatro pessoas morreram soterradas, entre elas uma criança, após um deslizamento que atingiu algumas casas. Outras sete pessoas foram resgatadas com vida do imóvel e levadas a hospitais da região.

Joice Domingues Melo, 45, aguarda notícias da sobrinha Paloma, desaparecida após um deslizamento. "Ela havia se mudado para cá havia dois meses. Eu tinha marcado de ir conhecer a casa dela neste sábado."

O centro de Franco da Rocha está totalmente alagado, com ônibus e carros embaixo d'água. No Jardim Santa Filomena, os bombeiros buscam duas pessoas que estão soterradas em uma casa. Segundo a corporação, o imóvel foi atingido por um deslizamento de terra.

Em Francisco Morato, a Defesa Civil local confirmou que houve um deslizamento no Jardim Silvia. Cinco pessoas foram soterradas -uma já foi localizada, porém, morta. Os bombeiros estão no local para ajudar nas buscas. Não há registro de pessoas desalojadas ou desabrigadas.

Na cidade de São Paulo, quatro pessoas foram resgatadas pelos bombeiros dos escombros de uma casa que desabou no Jardim Ângela, na zona sul.

A Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns de São Paulo) informou que houve alagamentos em algumas áreas internas do Entreposto Terminal São Paulo. Não há vítimas. A única área que ainda está interditada é o Pavilhão das Melancias, que foi alagado e passa por limpeza. Todos os produtos atingidos serão descartados.

ALAGAMENTOS
A chuva também provocou o transbordamento de rios e alagamentos em vários pontos da marginal Tietê, nesta madrugada. Por volta das 5h30, continuavam alagados os trechos da marginal junto às pontes do Limão, Dutra e no Cebolão, segundo informações do CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências).

Mais cedo foram registradas interdições totais nas pistas centrais e locais da via próximos às pontes do Piqueri e Aricanduva. Também houve trechos de alagamento na via perto das pontes das Bandeira e da Casa Verde.

Na zona oeste de São Paulo, a chuva também provocou alagamentos na madrugada nas ruas do Curtume e Marquês de São Vicente. Por volta das 6h, a rua Mauá, no centro, estava parcialmente alagada. Apenas veículos pesados passavam pelo local.

Na cidade de Caieiras, a praça em frente a estação de trem estava totalmente alagada com carros submersos.

TRANSPORTE
Quem utiliza os trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) enfrenta problemas nesta manhã devido a alagamentos na linha férrea.

A linha 7-Rubi está parada entre as estações Perus e Caieiras devido a água nos trilhos. A circulação ocorre apenas entre as estações Luz e Perus.

Já a linha 9-Esmeralda opera em uma única via entre Barueri e Itapevi.

RODOVIAS
A situação mais crítica é na rodovia SP-332, que liga a Grande São Paulo ao interior, que está parcialmente interditada nos dois sentido devido a queda de seis barreiras.

As interdições ocorrem nos quilômetros 39, 42, 44, 46, 48 e 49. Segundo o DER (Departamento de Estradas e Rodagem), nestes trechos foi implantada a operação pare e siga para os motoristas. Não há previsão de liberação.

A rodovia Anchieta segue com lentidão entre o km 13 e o km 10, na chegada a São Paulo, devido ao excesso de veículos. As demais rodovias do Sistema Anchieta-Imigrantes têm tráfego bom nos dois sentidos. Os motoristas que vão em direção ao litoral têm como opção as pistas sul da via Anchieta e da rodovia dos Imigrantes. A subida é realizada pelas pistas norte das duas rodovias.

A rodovia Presidente Dutra também tem o trânsito interrompido na pista expressa, no sentido Rio, devido à queda de barreira. A interdição ocorre entre os quilômetros 193 e 194, na região de Santa Isabel (Grande São Paulo).

A rodovia Anhanguera apresenta tráfego interditado na altura do km 36, em ambos os sentidos, devido a alagamento na região de Cajamar, na Grande São Paulo.

AEROPORTO
Já a situação do aeroporto de Cumbica está normalizada para pousos, mas alguns voos atrasaram após desvios de rota, em razão da chuva que caiu durante esta madrugada. Alguns voos que pousariam no aeroporto foram desviados para Rio, Campinas e Belo Horizonte.

No embarque, a situação ainda é caótica. Voos da noite atrasaram, e passageiros reclamam que não estão recebendo informações necessárias das companhias aéreas.

Segundo a concessionária GRU, que administra o aeroporto de Cumbica, a forte chuva que atingiu a região alagou uma subestação de energia e algumas luzes da pista de pouso foram apagadas.

O empresário Nelson Ferreira de Sousa, 51, que estava em uma aeronave da companhia Copa Airlines, disse que seu voo foi desviado para Viracopos, em Campinas. O avião com cerca de 150 pessoas deveria ter pousado em Guarulhos, por volta da 1h.

"O comandante disse que houve um problema de luzes na pista de pouso por causa do mal tempo", explicou Sousa.

Por volta das 2h, os passageiros ainda continuavam dentro da aeronave esperando uma decisão da companhia aérea.

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