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Estado Islâmico reivindica ataques qualificado como "ato de guerra"

Da Redação ·
Após os ataques, o governo francês retomou o controle de todas as fronteiras do paísEPA/Agência Lusa
Após os ataques, o governo francês retomou o controle de todas as fronteiras do paísEPA/Agência Lusa

O grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou em comunicado, os atentados terroristas do dia (13) à noite em Paris, que causaram pelo menos 127 mortos e 180 feridos.

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"Oito irmãos, com coletes explosivos e espingardas de assalto, visaram os locais escolhidos cuidadosamente no coração de Paris", indicou o comunicado do grupo terrorista. "Que a França e aqueles que seguem seu caminho saibam que serão alvos do Estado Islamico", acrescentou a organização extremista sunita. De acordo com o comunicado, os ataques de Paris foram uma resposta aos "bombardeamentos dos muçulmanos na terra do califado", termo que o grupo utiliza para designar as regiões do Iraque e da Síria controladas pelo grupo.

A França participa na coligação internacional que realiza ataques aéreos contra os jihadistas do Estado Islâmico no Iraque e na Síria. O presidente francês, François Hollande, já tinha já atribuído os ataques ao grupo terrorista, que qualificou como um "ato de guerra" cometido por "um exército terrorista" contra a França. François Hollande pediu aos franceses "unidade e sangue-frio", ao mesmo tempo em que decretou o "luto nacional por três dias", na sequência dos ataques terroristas de sexta-feira. "O que aconteceu ontem é um ato de guerra (...) que foi cometido pelo Estado Islâmico, organizado a partir do exterior e com cúmplices interiores que o inquérito deverá estabelecer", afirmou Hollande. 

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O presidente da França acrescentou que falará segunda-feira (16) no Parlamento francês, para informar sobre as medidas que adotará. Os ataques tereroristas ocorreram em pelo menos seis locais diferentes da cidade, entre eles uma sala de espetáculos e o estádio nacional, onde decorria um jogo de futebol entre as seleções de França e da Alemanha. A França decretou o estado de emergência e restabeleceu o controle de fronteiras na sequência do atentado cclassificado por François Hollande classificou como “ataques terroristas sem precedentes no país”. 

* A matéria foi atualizada às 10h para inclusão de novas informações. Edição: Armando de Araújo Cardoso